Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, morreu na noite de quarta-feira (4/3) em Belo Horizonte após atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
Quem era Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário?
Luiz Mourão era investigado pela Polícia Federal por sua participação no grupo denominado A Turma, ao lado de Vorcaro. Ele coordenava atividades de obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados importantes para o grupo.
A PF aponta que Mourão acessava sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da própria Polícia Federal, do MPF, e de instituições internacionais como FBI e Interpol, além de atuar na remoção de conteúdos e perfis digitais para proteger os interesses da organização.
Como Sicário atuava na organização criminosa?
O investigado tinha papel central na coordenação de equipes e operações, incluindo intimidação de antigos funcionários do Master e levantamento de informações estratégicas. Ele também participava de ações graves, como conversas envolvendo assaltos e ameaças a jornalistas.
Sua atuação combinava crimes digitais e físicos, garantindo que a organização tivesse controle sobre dados, perfis e informações de adversários, consolidando seu papel de liderança dentro do grupo.
Qual era o envolvimento de Mourão em pirâmide financeira e agiotagem?
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Mourão por movimentação de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021 em esquema de pirâmide financeira, destinado a atrair investidores. Ele também atuava como agiota antes de integrar o esquema, ocupando posição de destaque.
O relatório da Polícia Militar de Minas Gerais detalhou que Mourão coordenava ações e administrava atividades ilícitas do grupo. A análise do celular do investigado revelou conversas e dados que comprovaram sua liderança e envolvimento direto em crimes financeiros.
Quais eram as evidências e provas contra Sicário?
As investigações apontam que Mourão mantinha controle sobre atividades de espionagem, remoção de dados e manipulação de informações. A PF identificou que ele realizava consultas e extrações em sistemas restritos, removendo perfis críticos e protegendo interesses da organização.
Os principais indícios de sua atuação incluem:
- Coordenação de equipes e gestão de operações criminosas
- Acesso indevido a sistemas da PF, MPF, FBI e Interpol
- Remoção de conteúdos e perfis digitais para intimidar adversários
- Participação em conversas que envolviam assaltos e ameaças a jornalistas
O que a defesa de Mourão informou sobre o incidente?
A defesa afirmou que Luiz Mourão não apresentou sinais aparentes de comprometimento físico ou psicológico ao longo do dia. O episódio do atentado contra si mesmo só foi divulgado após nota oficial da Polícia Federal.
Segundo a defesa, a notícia sobre a tentativa de autoextermínio foi conhecida posteriormente, sem detalhes prévios sobre as circunstâncias, reforçando que Mourão estava sob custódia e acompanhando protocolos de segurança durante a prisão.