O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a receber estímulo elétrico craniano na prisão para tratar crises de soluços, além de sintomas de ansiedade, depressão e insônia.
Como foi a decisão de Moraes sobre o tratamento com estímulo elétrico craniano?
Na decisão, Alexandre de Moraes permitiu a entrada do médico Ricardo Caiado no 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. As visitas ocorrerão três vezes por semana, sempre às 19h, com o equipamento necessário devidamente vistoriado.
O despacho autoriza o profissional a portar os clipes auriculares bilaterais usados no procedimento. Bolsonaro cumpre pena superior a 27 anos de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Como funciona o estímulo elétrico craniano aplicado em Bolsonaro?
Segundo a defesa, o tratamento é realizado com correntes elétricas de baixa intensidade aplicadas por meio de clipes posicionados nas orelhas. O paciente permanece em repouso consciente durante a sessão.
Os advogados afirmam que o método promove a regulação da atividade neurofisiológica central. O procedimento precisa ser frequente e, de acordo com a petição, não há prazo definido para encerramento. Veja publicação recente de Carlos Bolsonaro sobre a saúde do pai:
Moraes acaba de negar novamente a prisão domiciliar do Presidente @jairbolsonaro , mesmo diante de todas as condições de saúde expostas e precedentes apresentados pelos advogados. Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida de forma…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) March 2, 2026
Como a defesa relatou a situação de Bolsonaro?
Na petição enviada ao Supremo, os advogados sustentam que já foram observadas melhoras perceptíveis no quadro clínico do ex-presidente. Os relatos indicam avanços em diferentes aspectos da saúde.
Segundo a defesa, os principais benefícios documentados até agora incluem:
- Redução das crises de soluços
- Melhora na qualidade do sono
- Diminuição de sintomas de ansiedade e depressão
Como a transferência para o Distrito Federal ocorreu?
Bolsonaro foi transferido para a atual unidade prisional em janeiro, após articulação envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador paulista Tarcísio de Freitas. A movimentação ocorreu junto ao Supremo.
Desde então, ele permanece custodiado no Distrito Federal. A autorização do tratamento médico mantém o caso sob atenção tanto jurídica quanto política.
Como foi a carta escrita por Bolsonaro da prisão?
Mesmo preso, Bolsonaro segue se manifestando politicamente. Em carta manuscrita enviada a apoiadores, ele defendeu Michelle e lamentou críticas internas no campo conservador.
No texto, o ex-presidente cita valores como “Deus, pátria, família e liberdade” e pede união da direita diante de disputas por espaço político. Ele afirma ter orientado a ex-primeira-dama a intensificar articulações apenas após março de 2026.