O projeto do túnel Santos-Guarujá avança com a formalização do contrato de Parceria Público-Privada (PPP) entre o governo do Estado de São Paulo e o grupo português Mota-Engil, com investimento estimado em R$ 7 bilhões e conclusão do túnel submerso prevista para 2031.
Como será o contrato para construção do túnel Santos-Guarujá?
O contrato da PPP define que o consórcio liderado pela Mota-Engil será responsável pela construção, operação e manutenção do túnel Santos-Guarujá ao longo de 30 anos de concessão.
O cronograma inclui projeto executivo, licenças complementares, obras civis, instalação de sistemas, testes operacionais e posterior administração da passagem, sob regulação do governo estadual.
Como o túnel Santos-Guarujá deve mudar a mobilidade na Baixada Santista?
Atualmente, a travessia entre Santos e Guarujá é feita por balsas, sujeitas a maré e vento, ou por um trajeto rodoviário de cerca de 40 km, que pode durar até uma hora em horários de maior fluxo.
Com o túnel, a estimativa é reduzir o tempo médio de viagem para cerca de 5 minutos, com impacto direto em deslocamentos diários, transporte de cargas e acesso a serviços públicos nas duas cidades.
🚇 Benefícios do Túnel Santos–Guarujá para a Mobilidade
Quais impactos o túnel submerso pode gerar na logística e no Porto de Santos?
Como projeto-âncora da região, o túnel é visto como peça estratégica para integrar áreas residenciais, comerciais e industriais, além de melhorar a ligação com o Porto de Santos, um dos principais complexos portuários do país.
A nova conexão tende a redistribuir fluxos de trânsito, reduzir a dependência das balsas e encurtar rotas de caminhões e veículos de apoio logístico, exigindo boa integração com o sistema viário urbano existente. Veja detalhes do projeto no vídeo divulgado pelo Governo de SP:
Quais são os principais desafios ambientais e sociais do túnel Santos-Guarujá?
O projeto passou por avaliação ambiental da Cetesb, que concedeu licença prévia reconhecendo a viabilidade do empreendimento, mas condicionando seu avanço ao cumprimento de medidas de controle e compensação.
A região estuarina de Santos apresenta grande sensibilidade ambiental e social, com áreas de manguezal, fauna e flora específicas, ruído potencial de obras e comunidades precárias em áreas de morro e do estuário. Entre os pontos de atenção levantados pelos órgãos ambientais e pelo planejamento urbano, destacam-se aspectos que precisarão ser monitorados e mitigados ao longo de todas as fases do projeto:
- Manguezais usados como berçário de espécies marinhas e áreas naturais de proteção.
- Fauna e flora sujeitas a impactos diretos e indiretos devido à construção de grande porte.
- Ruído e vibrações que podem afetar o meio ambiente e comunidades vizinhas.
- Desapropriações e reorganização urbana nas áreas de acesso e saída do túnel.
- Reassentamento e vulnerabilidade social em comunidades precárias do entorno.
Quais serão os próximos passos do projeto do túnel submerso?
Com a PPP assinada e a licença ambiental prévia emitida, o projeto entra em fase de detalhamento técnico, atendimento às condicionantes da Cetesb, obtenção de licenças de instalação e planejamento das desapropriações necessárias.
As etapas seguintes incluem a execução das obras de escavação, estruturas, sistemas de ventilação, segurança e monitoramento, implantação das vias de acesso, sinalização e testes operacionais antes da abertura ao público, consolidando o túnel como um dos principais projetos de infraestrutura do Estado de São Paulo.