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Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela crescimento de Flávio Bolsonaro e queda de Lula

Por Junior Melo
25/fev/2026
Em Política
Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revela crescimento de Flávio Bolsonaro e queda de Lula

Lula e Flávio Bolsonaro - Fotos: © Marcelo Camargo/Lula Marques/Agência Brasil

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A disputa presidencial de 2026 ganhou novos contornos com a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, realizada entre 19 e 24 de fevereiro e divulgada nesta quarta-feira (25/2), que mostra avanço de Flávio Bolsonaro (PL) e recuo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto no primeiro quanto no segundo turno, delineando desde já uma corrida altamente competitiva ao Palácio do Planalto.

Como a pesquisa AtlasIntel 2026 mostra disputa acirrada no primeiro turno?

No cenário de primeiro turno, a pesquisa AtlasIntel 2026 registra Lula com 45% das intenções de voto, contra 37,9% de Flávio Bolsonaro. Em janeiro, o petista tinha 48,8% e o senador 35%, reduzindo a diferença de 13,8 para 7,1 pontos percentuais.

Ainda que outros nomes apareçam na disputa, a maior parte do eleitorado segue concentrada em Lula e Flávio, mantendo a lógica de polarização. O crescimento do senador é associado à consolidação do voto bolsonarista em torno de uma candidatura única no campo oposicionista.

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Como fica o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro?

É no segundo turno que a mudança mais sensível aparece: em janeiro, Lula tinha 49,2% contra 44,9% de Flávio Bolsonaro. Na nova rodada, o senador marca 46,3% e o presidente 46,2%, configurando empate numérico dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.

A variação mostra crescimento de 1,4 ponto para Flávio e queda de 3 pontos para Lula, eliminando a vantagem inicial do presidente. Com nível de confiança de 95%, oscilações futuras podem alterar a dianteira e aumentar a pressão sobre ambos os campos.

Quais os detalhes sobre a polarização?

Os números da AtlasIntel/Bloomberg indicam manutenção da polarização entre petismo e bolsonarismo, predominante desde 2018. Mesmo com alternativas na chamada terceira via, o espaço para um nome competitivo fora desses polos segue restrito.

Para que uma candidatura alternativa consiga romper essa barreira e se viabilizar nacionalmente, alguns fatores políticos e estratégicos são considerados essenciais pelos analistas:

  • Elevar o grau de conhecimento nacional do candidato ou candidata;
  • Mobilizar eleitores indecisos ou desmotivados, que hoje tendem à abstenção;
  • Retirar votos diretamente de Lula ou de Flávio, exigindo fatos políticos relevantes;
  • Construir narrativa que dialogue com diferentes segmentos sem repelir bases decisivas.

Quais os impactos do empate entre Lula e Flávio Bolsonaro?

O empate técnico no segundo turno reduz a “margem de segurança” do governo, que passa a depender mais de recomposição de base, de indicadores econômicos positivos e de comunicação eficaz com o eleitorado volátil. Cada novo desgaste tende a ter impacto maior na intenção de voto de Lula.

Para a oposição, o desempenho de Flávio Bolsonaro reforça o discurso de que uma candidatura alinhada ao bolsonarismo é competitiva nacionalmente. Isso estimula articulações regionais, formação de palanques estaduais e maior pressão por unidade entre partidos do campo conservador. Veja a reação de Flávio à pesquisa:

A luta está só no começo. Ainda temos um longo caminho a percorrer até o resgate do Brasil. Agora, o momento é de nos unirmos ainda mais e de nos fortalecermos para a verdadeira batalha. Obrigado a todos que confiaram e que confiam no legado do presidente @jairbolsonaro pic.twitter.com/AapTRr1ZTW

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 25, 2026

Quais os próximos passos no cenário eleitoral de 2026?

Com quase oito meses até o início oficial da campanha, o quadro ainda é de construção e pode mudar com fatos econômicos, judiciais ou políticos relevantes. A pesquisa AtlasIntel 2026 funciona como retrato de momento, em que cada ponto percentual é avaliado cuidadosamente por partidos e lideranças.

Por ora, o dado central permanece: a eleição de 2026 tende a se organizar em torno da rivalidade entre governo e oposição bolsonarista, com Lula e Flávio Bolsonaro em situação de equilíbrio no segundo turno e uma arena política ainda fortemente marcada pela polarização entre dois projetos de país.

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