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Cliente impedida de acessar R$ 1.126 após bloqueio prolongado consegue indenização contra PagBank

Por Guilherme Silva
24/fev/2026
Em Geral
Cliente impedida de acessar R$ 1.126 após bloqueio prolongado consegue indenização contra PagBank

Justiça impõe limites a bancos digitais contra bloqueios prolongados de saldo bancário

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Uma sentença do 4º Juizado Especial Cível de São Luís, vinculada ao TJMA e publicada em 2022, impôs limites à atuação de bancos digitais em casos de suspeita de fraude. O PagBank (PagSeguro) foi condenado a indenizar uma cliente após reter seu saldo por um período considerado abusivo pela magistratura, mesmo sob a justificativa de análise de segurança.

Qual foi o motivo do bloqueio da conta da empreendedora?

A consumidora, cliente da instituição há seis anos, utilizava a conta para gerenciar as vendas de sua loja virtual e realizar transações pessoais diárias. Em novembro de 2021, ela foi surpreendida por um comunicado de encerramento de contrato por “irregularidades no perfil”. O banco efetuou o bloqueio imediato de R$ 1.126,00 que estavam depositados na conta.

A instituição financeira informou que o montante ficaria retido por um prazo de 90 dias para a realização de uma nova análise interna. Mesmo após tentativas de solução extrajudicial pela cliente, incluindo reclamações em plataformas como o Reclame Aqui, o valor permaneceu inacessível, impactando diretamente o capital de giro de seu negócio e seus gastos cotidianos.

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Martelo da Justiça e símbolo do Pix em cima da mesa
Martelo da Justiça e símbolo do Pix em cima da mesa

Por que a Justiça considerou o prazo de 90 dias abusivo?

O Tribunal de Justiça do Maranhão entendeu que, embora o bloqueio inicial fosse legítimo, por estar amparado em cláusulas contratuais de prevenção à fraude e em denúncias de outras instituições, a manutenção da retenção por três meses é irrazoável. A sentença destacou que o prazo de 90 dias se mostra manifestamente excessivo para a verificação de irregularidades, ferindo o princípio da boa-fé.

A decisão baseou-se no Código de Defesa do Consumidor (CDC), reforçando que os bancos possuem o direito de monitorar transações, mas não podem impor punições temporais que asfixiem financeiramente o usuário. Como não houve a comprovação de uma fraude real ao final do período, a retenção prolongada configurou um prejuízo injustificado à dignidade da consumidora.

Confira na tabela abaixo o resumo da decisão judicial publicada:

Resumo Processual • 2026

Bloqueio de Saldo: Abusividade Reconhecida

Análise do entendimento jurídico sobre a retenção de valores por instituições de pagamento.

Fase 01: O Início do Bloqueio
Exercício Regular de Direito

O bloqueio inicial para averiguação de fraude não é passível de punição, sendo visto como dever de segurança da instituição.

Fase 02: A Irregularidade
Cláusula de 90 Dias Nula

Reter o valor por 90 dias sem justificativa técnica robusta foi julgado abusivo e irrazoável pela justiça.

Restituição Integral
R$ 1.126,00
Saldo Principal
Danos Morais
R$ 1.000,00
Pelo prejuízo ao uso
📜
Conclusão Jurídica: A sentença reafirma que a segurança bancária não pode servir de pretexto para o enriquecimento sem causa ou retenção injustificada do capital de terceiros além do tempo estritamente necessário para perícia.

Quais os impactos da retenção de valores para pequenos empreendedores?

Para quem utiliza contas digitais para fins comerciais, o bloqueio de saldo pode significar a interrupção total das atividades. A Justiça tem sido cada vez mais rigorosa com prazos que excedem o tempo necessário para uma perícia técnica bancária. Em 2026, a jurisprudência caminha para que análises de segurança sejam concluídas em poucos dias úteis, garantindo a fluidez da economia digital no Brasil.

Para proteger seu patrimônio e garantir a continuidade do seu negócio, observe as seguintes recomendações:

  • Diversificação de Contas: Não mantenha todo o seu capital de giro em uma única instituição financeira digital.
  • Registro de Provas: Guarde todos os e-mails, protocolos de atendimento e comprovantes de origem lícita do dinheiro.
  • Prazos Legais: Saiba que prazos superiores a 15 dias para análise de fraude costumam ser questionados judicialmente.
  • Canais de Reclamação: Utilize o Consumidor.gov.br e o Banco Central para registrar a demora na liberação.
Banco Central - Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb
Banco Central – Créditos: depositphotos.com / rmcarvalhobsb

Como o consumidor deve agir em casos de encerramento unilateral de conta?

Se você receber um aviso de encerramento de contrato com retenção de saldo em 2026, o banco deve informar o motivo, ainda que de forma genérica, e o prazo exato para a liberação dos fundos. Caso o período estipulado pareça excessivo ou impeça o pagamento de contas essenciais, a busca por orientação jurídica é o caminho indicado para acelerar a restituição através de liminares.

O caso julgado contra o PagBank demonstra que o contrato não é absoluto quando fere leis de proteção ao consumidor. O equilíbrio entre a segurança do sistema bancário e o direito de propriedade do cliente deve ser mantido. A condenação parcial reconhece que, embora o banco possa investigar, ele responde pelos danos causados pela demora excessiva em concluir suas verificações internas.

  • Transparência: Bancos devem ser claros sobre o que motiva uma suspeita de irregularidade.
  • Dano Moral: O valor da indenização serve como medida pedagógica para que o banco agilize seus processos.
  • Boa-fé Objetiva: Espera-se que a instituição resolva conflitos de segurança no menor tempo possível.
  • Impenhorabilidade: Valores destinados à subsistência ou pequenos negócios possuem proteção especial da lei.

O que esperar das relações com bancos digitais em 2026?

A digitalização total dos serviços financeiros trouxe agilidade, mas também novos desafios de segurança. O aumento nas tentativas de golpes faz com que as instituições automatizem bloqueios preventivos. No entanto, a sentença do TJMA deixa claro que a tecnologia deve servir para agilizar a segurança, e não para criar entraves burocráticos que perdurem por meses sem uma conclusão lógica.

Na minha visão, o amadurecimento das leis de trânsito bancário em 2026 forçará as Fintechs a serem mais eficientes em seus departamentos de conformidade (compliance). O consumidor está mais consciente de seus direitos e as plataformas de reclamação tornaram-se ferramentas poderosas de pressão. A transparência na comunicação entre banco e cliente é a única via para evitar litígios custosos e danos à reputação das marcas.

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