O anúncio de um novo mega-aeroporto em São Paulo até o fim de 2028 coloca o estado no centro de um dos maiores ciclos de investimentos em infraestrutura aeroportuária já realizados no país, com foco em ampliação de capacidade, modernização e fortalecimento da malha aérea nacional.
Como será o novo mega-aeroporto em São Paulo para Congonhas?
A transformação do Aeroporto de Congonhas acontecerá para um complexo muito maior e mais estruturado, elevando-o a um patamar equivalente ao de um novo aeroporto em termos de serviços e capacidade.
Do total de investimentos, R$ 2,6 bilhões serão aplicados em Congonhas, dobrando o terminal de passageiros para cerca de 135 mil m², ampliando o pátio de aeronaves e aumentando o número de pontes de embarque de 12 para 19, além de expandir áreas comerciais e áreas de apoio operacional.
Como será financiado o plano de investimentos aeroportuários?
O plano conta com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões em apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), integrado ao Novo PAC, funcionando como alavanca para atrair capital privado e elevar o total estimado a cerca de R$ 9,2 bilhões.
A estrutura é baseada em project finance non recourse, em que a dívida é paga com o fluxo de receitas dos próprios aeroportos; há uma oferta pública de debêntures coordenada pelo BNDES e Santander e um mecanismo de redefinição de preços futuros para reduzir custos financeiros e garantir arrecadação de longo prazo. Veja imagens do projeto do mega-aeroporto (Reprodução/X/Aena Brasil/Folha de SP):
A concessionária Aena Brasil apresentou mais detalhes do projeto de modernização e ampliação do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que deve ser concluído em 2028.
— Folha de S.Paulo (@folha) January 23, 2026
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Quais aeroportos serão beneficiados pelo plano bilionário?
Embora o foco principal esteja no novo mega-aeroporto em São Paulo, o plano de investimentos abrange 11 aeroportos operados pela Aena em diferentes regiões, incluindo terminais em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais, com obras previstas majoritariamente até junho de 2026.
Além de Congonhas (SP), recebem intervenções Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA); e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG), com melhorias voltadas à segurança, capacidade e eficiência operacional e energética.
Como o novo mega-aeroporto impactará empregos e a economia?
O projeto do novo mega-aeroporto em São Paulo, associado à modernização da rede Aena, tem forte impacto em geração de trabalho e renda, com estimativa de 2,8 mil empregos diretos e indiretos na fase de obras, abrangendo construção civil, engenharia, fornecedores e serviços de suporte.
Após a conclusão, a expectativa é de mais de 700 novos postos permanentes nas áreas de operação aeroportuária, serviços comerciais, manutenção, tecnologia, segurança e logística, fortalecendo setores como turismo, negócios, transporte de cargas e serviços urbanos nas cidades atendidas. Veja como o projeto beneficiará a região:
Impactos Econômicos do Novo Mega-Aeroporto
Transformação do Aeroporto de Congonhas e seus efeitos na economia e geração de empregos
👷 Geração de Empregos
Milhares de vagas temporárias na construção civil e novos empregos permanentes após a modernização.
🛍️ Expansão do Setor de Serviços
Crescimento do comércio, hotelaria, transporte por aplicativo, alimentação e turismo no entorno.
🏢 Atração de Investimentos
Maior capacidade operacional estimula chegada de empresas, centros corporativos e eventos de negócios.
🌎 Turismo e Viagens Corporativas
Aumento do fluxo de passageiros fortalece a economia local e regional.
🏗️ Valorização Imobiliária
Bairros próximos ganham maior demanda por imóveis comerciais e residenciais.
📦 Eficiência Logística
Redução de atrasos e melhoria operacional favorecem empresas e cadeias de suprimento.
💰 Aumento da Arrecadação
Expansão econômica amplia receitas municipais e estaduais por meio de impostos.
📈 Efeito Multiplicador
Cada real investido gera impacto em diversos setores ligados à aviação e serviços urbanos.
Quais melhorias operacionais e estruturais estão previstas nos aeroportos?
A chamada Fase I-B das concessões prevê ampliação e adequação da infraestrutura para atender padrões mínimos de operação, segurança e sustentabilidade, tornando os terminais mais eficientes e alinhados a normas internacionais de aviação civil.
Nesse contexto, os principais resultados esperados incluem uma série de melhorias físicas e tecnológicas que impactam diretamente a experiência do passageiro, das companhias aéreas e da cadeia logística:
- Ampliação de pistas e pátios, permitindo maior movimentação de aeronaves e redução de gargalos;
- Modernização de terminais de passageiros, com mais conforto, acessibilidade e automação de processos;
- Atualização de sistemas de segurança e navegação, reforçando a confiabilidade das operações;
- Intervenções em eficiência energética e sustentabilidade, como iluminação LED e soluções de uso racional de água;
- Adequação de acessos terrestres e circulação interna, facilitando integração com transporte público e individual.