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Megaobra de R$ 11 bilhões é anunciada por Brasil e China para construção de uma das maiores pontes do mundo no Nordeste

Por Felipe Dantas
12/fev/2026
Em Geral
Megaobra de R$ 11 bilhões é anunciada por Brasil e China para construção de uma das maiores pontes do mundo no Nordeste

Imagem ilustrativa da Ponte Salvador-Itaparica

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O anúncio da construção da Ponte Salvador-Itaparica, planejada para começar em 2026 e orçada em cerca de R$ 11 bilhões, a megaobra marca um novo capítulo na infraestrutura brasileira e na cooperação com a China, com potencial para alterar profundamente a dinâmica de deslocamento entre Salvador, a Ilha de Itaparica e o interior da Bahia.

Como será a parceria do Brasil com a China para a megaobra?

A parceria entre Brasil e China para a Ponte Salvador-Itaparica é vista como exemplo de cooperação estratégica em infraestrutura de grande porte. Em novembro de 2025, durante o 3º Fórum Bahia-China, autoridades reforçaram o interesse em ampliar investimentos em obras estruturantes na região Nordeste.

A execução ficará a cargo de um consórcio formado pelas estatais chinesas CCEC e CCCC, com histórico em grandes obras globais e experiência em pontes estaiadas sobre lâmina d’água. O acordo prevê transferência de tecnologia, engenharia especializada e acesso a linhas de financiamento internacionais de longo prazo.

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Megaobra de R$ 11 bilhões é anunciada por Brasil e China para construção de uma das maiores pontes do mundo no Nordeste
Ponte Salvador-Itaparica – Foto: Reprodução/Governo do Estado

Como será a estrutura da Ponte Salvador-Itaparica?

A Ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 quilômetros de extensão, divididos em três grandes trechos, combinando mobilidade rodoviária e segurança da navegação na Baía de Todos-os-Santos. O segmento estaiado, com 85 metros de altura livre, permitirá a passagem de navios de grande porte, como transatlânticos e petroleiros.

Além da ponte principal, o projeto inclui obras viárias complementares em Salvador e na Ilha de Itaparica, com novos corredores expressos, viadutos, túneis e ligação direta às principais rodovias. Também está prevista a duplicação de trechos da BA-001 para conectar a ilha ao sistema rodoviário nacional. Veja imagens de como ficará a ponte (Reprodução/YouTube/Concessionária Ponte Salvador-Itaparica):

Quais são os detalhes técnicos e operacionais da megaobra?

O traçado da ponte foi desenhado para otimizar o fluxo de veículos e manter a navegabilidade da baía, respeitando normas internacionais de segurança e engenharia. A obra encontra-se em fase de detalhamento técnico, estudos ambientais e estruturação financeira, com previsão de início em 2026 e conclusão até 2031.

Para facilitar o entendimento das principais características técnicas e operacionais planejadas para o empreendimento, alguns pontos de destaque podem ser resumidos da seguinte forma:

  • Extensão total de 12,4 km, com trechos de aproximação em Salvador (6,9 km) e Itaparica (4,6 km) e segmento estaiado de 0,9 km;
  • Altura de aproximadamente 85 metros sobre o nível do mar na parte estaiada, garantindo passagem de grandes embarcações;
  • Integração com novas vias urbanas, túneis e viadutos em Salvador, reduzindo riscos de gargalos de tráfego;
  • Construção de rodovia de mais de 20 km na ilha e duplicação de trechos da BA-001, conectando à BR-101, BR-116 e BR-242.

Quais impactos econômicos e sociais a ponte deve gerar?

A construção da Ponte Salvador-Itaparica deve gerar mais de sete mil empregos diretos ao longo das obras, abrangendo desde trabalhadores da construção civil até serviços de apoio logístico e administrativo. A estimativa é de que cerca de 10 milhões de baianos sejam beneficiados direta ou indiretamente pela nova ligação.

A ponte reduzirá em cerca de 100 quilômetros a distância entre Salvador e importantes rodovias federais, facilitando o escoamento de mercadorias, o turismo regional e o acesso a serviços em diferentes municípios. A substituição gradual do ferry-boat por uma ligação rodoviária permanente tende a reduzir atrasos, lotação em períodos de pico e interrupções por condições climáticas. Veja os benefícios regionais:

Impactos Econômicos e Sociais da Ponte Salvador–Itaparica

Principais transformações esperadas para a Bahia e o Recôncavo
Empregos
👷 Mercado de trabalho

Geração de milhares de empregos diretos e indiretos durante obras e operação.

Mobilidade
⏱ Deslocamento

Redução significativa do tempo entre Salvador e Recôncavo / Baixo Sul.

Turismo
🏖 Desenvolvimento turístico

Estímulo ao turismo em Itaparica e cidades do entorno.

Investimentos
🏗 Mercado imobiliário

Valorização de imóveis e atração de novos investimentos privados.

Comércio
🚚 Logística regional

Fortalecimento do comércio e melhoria do escoamento de mercadorias.

Integração
🗺 Municípios

Integração econômica de mais de 10 cidades baianas.

Serviços
🏥 Qualidade de vida

Ampliação do acesso à saúde, educação e mercado de trabalho.

Região
📊 Planejamento urbano

Descentralização do desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador.

Quais desafios e próximos passos ainda precisam ser enfrentados?

Apesar do cronograma indicar início das obras em 2026 e entrega em 2031, o projeto ainda passa por etapas de licenciamento, ajustes de traçado, consultas públicas e detalhamento executivo. Questões como reassentamentos, impactos em comunidades tradicionais, preservação de áreas sensíveis e monitoramento ambiental contínuo permanecem no centro do debate.

A forma como o empreendimento será conduzido nos próximos anos influenciará não apenas o trânsito entre Salvador e a Ilha de Itaparica, mas também a percepção sobre novos projetos binacionais de grande porte no Brasil. A governança do contrato, a transparência nos custos e a gestão de riscos ambientais serão decisivas para que a ponte se consolide como um marco positivo de desenvolvimento regional e cooperação internacional.

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