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Maior usina nuclear do planeta custou cerca de R$ 15,6 bilhões e volta a operar no Japão após mais de 10 anos de paralisação

Por Felipe Dantas
09/fev/2026
Em Geral
Maior usina nuclear do planeta custou cerca de R$ 15, 6 milhões e volta a operar no Japão após mais de 10 anos de paralisação

Maior usina nuclear do mundo no Japão

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A retomada das operações da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa marca um novo capítulo na política energética do Japão, após mais de uma década de paralisação desde o desastre de Fukushima em 2011, em um cenário de alta demanda elétrica e pressão por redução de emissões de carbono.

Por que o Japão reativou a maior usina nuclear do mundo?

Localizada na província de Niigata, na costa do Mar do Japão, a usina é administrada pela Tokyo Electric Power Company (Tepco), mesma empresa responsável por Fukushima. A religação foi realizada às 14h de segunda-feira (9/2/26), horário local, e é acompanhada de perto por autoridades regulatórias e observadores internacionais.

Em janeiro de 2026, a primeira tentativa de religar a usina foi interrompida após um alarme indicar um problema técnico em um dos sistemas de monitoramento. A Tepco classificou o episódio como de pequena magnitude, sem impacto radiológico, mas a suspensão preventiva reforçou a sensibilidade pública em relação à segurança nuclear no país.

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Maior usina nuclear do planeta custou cerca de R$ 15, 6 milhões e volta a operar no Japão após mais de 10 anos de paralisação
Usina de Kashiwazaki-Kariwa no Japão – Foto: Wikimedia Commons

Quais são as principais características da maior usina nuclear do mundo?

A usina de Kashiwazaki-Kariwa foi projetada nas décadas de 1970 e 1980, quando o Japão buscava diversificar a matriz energética e reduzir a dependência de petróleo importado. O complexo se espalha por uma grande área costeira, com infraestrutura de geração, linhas de transmissão de alta tensão e sistemas de proteção contra terremotos e tsunamis.

O custo de construção do complexo, considerado a maior usina nuclear do mundo, é estimado em mais de US$ 2,9 bilhões, somando obras civis, reatores, logística e modernizações pós-Fukushima. Entre as características técnicas e de segurança, destacam-se os seguintes elementos estruturais:

  • Sete reatores nucleares do tipo BWR, com capacidade total em torno de 8.200 megawatts.
  • Sistemas redundantes de resfriamento e de fornecimento de energia de emergência.
  • Estruturas reforçadas para resistir a abalos sísmicos intensos e eventos extremos.
  • Barreiras físicas e procedimentos voltados à contenção de material radioativo.

Por que o Japão volta a apostar na energia nuclear?

Depois de Fukushima, o Japão desligou todos os reatores e passou a depender mais de gás natural liquefeito, carvão e petróleo importados, elevando custos de geração e emissões de gases de efeito estufa. Nos últimos anos, a meta de neutralidade de carbono e a necessidade de reduzir a vulnerabilidade externa recolocaram a energia nuclear no centro do debate.

A retomada de instalações como Kashiwazaki-Kariwa responde à busca por menor dependência de combustíveis fósseis, maior segurança energética e atendimento ao crescimento da demanda elétrica, impulsionada por data centers, computação em nuvem e aplicações de inteligência artificial. A primeira-ministra conservadora Sanae Takaichi defende a energia nuclear como pilar para estabilidade de preços e competitividade industrial. Veja detalhes sobre a usina no vídeo abaixo (Reprodução/TikTok/@ig.xplora):

@ig.xplora A Volta da Usina Mais Poderosa do Mundo #KashiwazakiKariwa #TEPCO #Fukushima #UsinaNuclear #EnergiaNuclear #SegurançaNuclear ♬ Solitude – Felsmann + Tiley Reinterpretation – M83 & Felsmann + Tiley

Quais são os impactos econômicos e ambientais da reativação?

A reativação da maior usina nuclear do mundo tende a reduzir custos médios de geração e aliviar tarifas no médio prazo, fortalecendo a competitividade de empresas no Japão. A operação contínua também movimenta cadeias produtivas locais, com manutenção, transporte, serviços especializados e empregos diretos e indiretos.

Do ponto de vista ambiental, a energia nuclear permite grandes volumes de eletricidade com baixas emissões diretas de dióxido de carbono, contribuindo para metas climáticas globais. Persistem, porém, desafios como a gestão de resíduos radioativos de longa duração e o planejamento de descomissionamento futuro, que exigem forte regulação e transparência. Veja abaixo os impactos regionais:

⚛️ Usina Kashiwazaki-Kariwa – Impactos Econômicos e Ambientais

Principais efeitos da reativação do maior complexo nuclear do mundo

📈 Impactos Econômicos

Aumento da oferta elétrica Reforço no abastecimento para Tóquio e setor industrial, reduzindo pressão sobre o sistema.
Menor dependência externa Redução das importações de carvão, gás e petróleo, aliviando custos energéticos.
Economia regional aquecida Geração de empregos, arrecadação municipal e novos investimentos locais.
Ações da operadora Expectativa de valorização dos papéis da TEPCO nos mercados financeiros.

🌱 Impactos Ambientais

Queda nas emissões de CO₂ Substituição de fontes fósseis por energia nuclear na matriz energética.
Riscos de segurança Preocupações com falhas técnicas e atividade sísmica da região.
Resíduos radioativos Produção contínua de lixo nuclear, com desafios de armazenamento de longo prazo.
Rejeição social Desconfiança de moradores quanto à segurança e planos de evacuação.

Quais são as perspectivas futuras para a política nuclear japonesa?

Nos próximos anos, o desempenho operacional de Kashiwazaki-Kariwa deverá servir como referência para a política nuclear japonesa e para a reativação de outros reatores. A confiabilidade dos sistemas de segurança, a divulgação de dados e a resposta a incidentes serão centrais para recuperar a confiança pública e internacional.

Em um cenário de transição energética acelerada, pressionado por tecnologias digitais intensivas em eletricidade, a forma como o Japão administra a maior usina nuclear do mundo poderá influenciar decisões de outros países. A experiência japonesa tende a orientar debates sobre o papel da energia atômica em matrizes elétricas que buscam conciliar segurança, custo e descarbonização.

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