A Agência Nacional de Vigilância Sanitária intensifica a fiscalização nesta sexta-feira contra a circulação de produtos clandestinos em salões e residências. A medida determina o recolhimento imediato de fixadores capilares e saneantes químicos que falharam nos testes de qualidade e segurança.
Por que a aplicação de mega hair virou foco de alerta sanitário?
O uso de substâncias sem procedência para fins estéticos motivou a proibição total do “Gel Cola Elle e Ella”. A investigação confirmou que o fabricante operava sem autorização de funcionamento e o item não possuía registro oficial, sendo classificado como de origem desconhecida.
A falta de controle na cadeia produtiva expõe o consumidor a riscos elevados, uma vez que a composição química não é rastreável. A ausência de garantia sobre os ingredientes impede o tratamento adequado em casos de reações alérgicas severas ou queimaduras no couro cabeludo.
Quais alisantes orgânicos apresentavam irregularidades nos rótulos?
A promessa de tratamento natural escondia a ilegalidade na linha “Steel Liss” da empresa M.A Ecoplus Cosméticos. A fiscalização encontrou falhas críticas que levaram à interdição de dois produtos da marca por operarem sem o devido licenciamento.
As restrições aplicadas aos produtos “Organic System” e “Extrato de Banana” visam interromper a distribuição no varejo nacional. As ações determinadas pela nova resolução incluem:
- Bloqueio comercial: Veto total à venda e publicidade em meios físicos ou digitais para prevenir novas exposições.
- Recolhimento logístico: Obrigação de retirar os estoques existentes nas prateleiras para inutilização segura.
- Suspensão de uso: Profissionais de beleza devem cessar a aplicação imediatamente sob pena de infração sanitária.
Como bactérias foram detectadas dentro de frascos de álcool?
A análise laboratorial de saneantes revelou uma falha grave na esterilização de lotes da empresa Ceras Paulísta. O Álcool 70° e o Hidrato 92,8% da marca Brilhex apresentaram contaminação por microrganismos, além de inconsistências na rotulagem.
Os testes de monitoramento identificaram a presença de agentes biológicos e ausência de informações obrigatórias para o manuseio seguro. Os detalhes técnicos da reprovação envolvem:
Onde reside o perigo da soda cáustica sem rastreabilidade?
A comercialização da “Soda Cáustica em Escamas 99” da Quimossi Indústria foi vetada devido à falta de registro sanitário válido. O produto corrosivo circulava no mercado sem as garantias mínimas de concentração exigidas para químicos de alta periculosidade.
O manuseio de bases fortes sem controle de qualidade aumenta o risco de acidentes domésticos graves. A empresa responsável deve recolher todas as unidades de um quilograma distribuídas no comércio varejista para evitar danos físicos aos usuários.
O que fazer com os estoques domésticos desses materiais?
Consumidores que possuem qualquer um dos itens listados na resolução devem suspender a utilização imediatamente. O descarte não deve ocorrer em lixo comum devido ao risco ambiental e químico envolvido nas fórmulas reprovadas.
A orientação oficial indica o contato com os fabricantes para proceder com a devolução adequada. Para consulta detalhada dos lotes e medidas, a base legal encontra-se na Resolução-RE nº 475, publicada no Diário Oficial da União em 05 de fevereiro de 2026.