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Nova ponte entre Brasil e Argentina vai sair do papel com investimento de R$ 214,7 milhões e promete melhorar o fluxo de exportações e importações pela região do RS

Por Felipe Dantas
05/fev/2026
Em Geral
Nova ponte entre Brasil e Argentina vai sair do papel com investimento de R$ 214,7 milhões e promete melhorar o fluxo de exportações e importações pela região do RS

Construção de ponte entre Brasil e Argentina

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A construção da nova ponte internacional entre Porto Xavier, no noroeste do Rio Grande do Sul, e San Javier, na província de Misiones, na Argentina, marca uma mudança relevante na dinâmica da fronteira gaúcha e é tratada como estratégica para integrar a economia regional a novos mercados.

Por que a nova ponte entre Brasil e Argentina em Porto Xavier é estratégica?

Com cerca de 950 metros de extensão e previsão de entrega para novembro de 2029, a ponte Brasil-Argentina em Porto Xavier é vista como infraestrutura de longo prazo. O investimento estimado em aproximadamente R$ 214,7 milhões reforça sua relevância para o comércio exterior e a integração regional.

A obra deve criar um novo corredor logístico entre o Rio Grande do Sul e a Argentina, aliviando rotas já saturadas em Uruguaiana e São Borja. Estimativas apontam potencial aumento de cerca de 30% no volume de comércio exterior, ampliando a competitividade de empresas exportadoras e importadoras.

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Nova ponte entre Brasil e Argentina vai sair do papel com investimento de R$ 214,7 milhões e promete melhorar o fluxo de exportações e importações pela região do RS
Ponte internacional entre Brasil e Argentina

Como a nova ponte entre Brasil e Argentina pode estimular investimentos e empregos?

Além de facilitar o escoamento de mercadorias, a ponte tende a atrair indústrias interessadas em se aproximar da fronteira e de mercados vizinhos. A disponibilidade de uma ligação rodoviária permanente torna mais seguro o planejamento de investimentos produtivos voltados à exportação.

Durante a fase de obras, projeta-se a geração de cerca de 200 empregos diretos, com impactos sobre comércio, serviços e construção civil locais. No longo prazo, a região pode fortalecer cadeias agroindustriais, logísticas e de serviços, desde que haja planejamento urbano e qualificação de mão de obra. Veja os impactos da nova ponte na região:

Impactos da Nova Ponte Internacional

Benefícios para a economia, turismo e desenvolvimento regional

Facilita o Comércio Bilateral

Reduz custos de transporte e agiliza o fluxo de mercadorias entre Brasil e Argentina.

Impulso ao Turismo Local

Atrai turistas de ambos os países, incentivando hospedagem, gastronomia e serviços locais.

Valorização Regional

Estimula investimentos em infraestrutura e desenvolvimento urbano em Porto Xavier e San Javier.

Integração Cultural

Promove intercâmbio cultural e eventos conjuntos entre as cidades fronteiriças.

Geração de Empregos

Cria oportunidades em construção, transporte, comércio e turismo.

Como funciona hoje a travessia e quais os problemas?

Atualmente, a ligação entre Porto Xavier e San Javier é feita por balsas, sistema considerado limitado pelo setor produtivo. As embarcações operam com horários restritos, capacidade reduzida e forte dependência de condições climáticas favoráveis ao tráfego no rio Uruguai.

Em períodos de chuva intensa, manutenção ou variações no nível do rio, o serviço é suspenso, gerando filas de caminhões e atrasos que podem chegar a 72 horas. Isso aumenta custos logísticos, reduz a previsibilidade das operações e compromete a competitividade de produtores agrícolas e industriais. Veja as informações sobre o projeto no vídeo divulgado pelo Deputado Federal Pompeo de Mattos:

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Pompeo de Mattos (@pompeodemattospdt)

Como estão as etapas da obra e sua relação com a Rota Bioceânica do Sul?

Após a ordem de serviço emitida em dezembro de 2025, a ponte passa pelas fases iniciais de projetos de engenharia e licenciamento ambiental, este com previsão de até 12 meses. Só depois dessa etapa é que a construção física pode avançar em ritmo mais acelerado e com maior segurança jurídica.

A ponte integra a chamada Rota Bioceânica do Sul, que conecta o sul do Brasil a portos do Atlântico e do Pacífico por corredores na Argentina e no Chile. Para tornar mais claro o papel da obra nesse contexto mais amplo, destacam-se alguns pontos centrais:

  • Permite que cargas do noroeste gaúcho acessem rotas mais curtas e diversificadas até mercados internacionais.
  • Complementa ligações rodoviárias que conectam portos como Rio Grande e Imbituba a terminais chilenos no Pacífico.
  • Favorece produtos agrícolas, industriais e de alto valor agregado, reduzindo a dependência de poucos corredores fronteiriços.

FAQ sobre a nova ponte entre Brasil e Argentina

  • A ponte será apenas para caminhões? Não. A estrutura deverá receber veículos leves, ônibus e caminhões, funcionando como passagem mista para cargas e passageiros, conforme definição dos projetos executivos e das autoridades de trânsito.
  • Haverá pedágio na ponte? A existência ou não de pedágio depende de decisões posteriores dos governos envolvidos e de eventual modelo de concessão, ponto ainda não totalmente detalhado publicamente.
  • Moradores locais terão algum tipo de benefício? Em muitos projetos desse tipo, costumam ser estudadas políticas de facilitação para moradores de cidades-gêmeas, como faixas específicas, procedimentos simplificados ou descontos, a serem definidos em acordos bilaterais.
  • A travessia por balsa vai acabar? A tendência é que a ponte se torne o principal meio de passagem. A continuidade ou não das balsas dependerá de decisões operacionais e econômicas após o início do funcionamento da ponte.
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