O movimento do PL em Santa Catarina reorganizou o tabuleiro político para 2026 e abriu uma crise interna na legenda ao barrar a candidatura da deputada federal Caroline De Toni ao Senado, preservando a aliança com o PP e a vaga para o senador Esperidião Amin.
Como o PL reagiu ao plano de Caroline De Toni ao Senado?
Segundo informações da CNN, a conversa entre Valdemar Costa Neto e Caroline De Toni ocorreu na manhã de terça-feira (3/2), em um encontro considerado decisivo para o futuro político da deputada. Nos bastidores, ela avaliou ter havido quebra de acordo, já que contava com o respaldo do governador Jorginho Mello, também do PL, para disputar o Senado.
Ao reservar a vaga ao Senado para Esperidião Amin, o PL indica que, em Santa Catarina, a prioridade é manter o entendimento com o PP, presidido nacionalmente por Ciro Nogueira. A decisão reforça a estratégia de consolidar um bloco conservador robusto no estado, mesmo ao custo de desgaste interno com uma das principais lideranças bolsonaristas catarinenses.
Por que a aliança entre PL e PP pesa mais?
Na prática, a decisão significa que o PL não lançará candidatura própria ao Senado em Santa Catarina, abrindo espaço para que Amin seja o nome apoiado pelo grupo. Para a cúpula partidária, a manutenção da parceria com o PP garante palanques unificados, maior tempo de TV e articulações mais amplas em Brasília em um cenário de forte polarização.
Para a base ligada a De Toni, o recado é que projetos individuais podem ser sacrificados em nome de composições nacionais, alimentando o clima de ruptura. Lideranças regionais avaliam que o episódio expõe o peso do comando nacional do PL sobre os planos estaduais e pode estimular uma reacomodação de forças no campo da direita catarinense.
Quais alternativas o PL ofereceu a Caroline De Toni?
Diante da negativa à candidatura ao Senado, Valdemar Costa Neto apresentou alternativas à deputada. A primeira foi a indicação para a vaga de vice-governadora na chapa de Jorginho Mello à reeleição em 2026, mas o governador já havia anunciado o prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo, como seu vice, consolidando a composição entre PL e Novo.
Uma segunda proposta foi que De Toni disputasse a reeleição à Câmara dos Deputados, com o compromisso de assumir a liderança do PL na Casa em 2027, posto estratégico em Brasília. Mesmo assim, a parlamentar recusou, alegando compromisso público com a disputa ao Senado e amparada por boa posição nas pesquisas, que indicariam competitividade real na corrida majoritária. Veja postagem recente da parlamentar nas redes sociais:
Iniciamos mais um ano na presidência da Frente Parlamentar do Livre Mercado com a mesma missão de sempre: defender a liberdade de quem trabalha, empreende e produz.
— Carol De Toni (@CarolDeToni) February 4, 2026
O Brasil não cresce com um Estado gigante, burocrático e intervencionista. Cresce com segurança jurídica, menos… pic.twitter.com/AiTQ7TyP0H
Quais partidos sondam Caroline De Toni?
Com o cenário do Senado em Santa Catarina bloqueado pelo acordo entre PL e PP, a possibilidade de saída de Caroline De Toni do partido passou a ser tratada como concreta. Pelo menos seis siglas fizeram sondagens formais, demonstrando interesse no seu capital eleitoral e na sua visibilidade nacional entre eleitores de direita.
Alguns partidos foram além da simples filiação e ofereceram estruturas de comando estadual para atrair a deputada, o que pode redefinir correlações de força no estado. Entre as legendas que a procuraram, destacam-se:
- Novo, PSD e MDB, que sinalizaram abertura para candidatura ao Senado em chapas competitivas;
- Podemos, Avante e PRD, que teriam ofertado a presidência estadual em Santa Catarina, garantindo controle da máquina partidária local;
- Lideranças municipais interessadas em se alinhar a De Toni, avaliando seu potencial de puxar votos para chapas proporcionais em 2026.