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Início Política

Senado aprova MP que vai garantir botijão de gás para milhões de famílias de baixa renda

Por Junior Melo
03/fev/2026
Em Política
Senado aprova MP que vai garantir botijão de gás para milhões de famílias de baixa renda

Programa Gás do Povo - Foto: © Marcello Casal/Agência Brasil

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Em votação simbólica realizada nesta terça-feira (3/2), o Senado Federal deu sinal verde à Medida Provisória que institui o programa Gás do Povo. O texto já havia recebido o aval da Câmara dos Deputados na noite anterior, segunda-feira (2/2), e agora segue para as próximas etapas legislativas.

Quais as mudanças no benefício do botijão de gás com o Gás do Povo?

O Gás do Povo foi desenhado para substituir gradualmente o Auxílio Gás, ampliando o número de famílias atendidas e mudando a forma de entrega do benefício. O governo estima alcançar cerca de 15,5 milhões de famílias a partir de março de 2026, contra aproximadamente 5,6 milhões em 2023.

A principal mudança é o fim do pagamento em dinheiro a partir de 2027, substituído pela retirada gratuita do botijão em postos autorizados. O resgate será feito em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), com foco em famílias de baixa renda e devidamente registradas nos sistemas federais.

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Quem terá direito ao programa Gás do Povo?

Para ter acesso ao Gás do Povo, as famílias precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A renda mensal por pessoa deve ser igual ou inferior a meio salário mínimo, hoje calculado com base no valor de R$ 1.518, mantendo o foco em quem está em maior vulnerabilidade.

O texto da medida também cria prioridades, como famílias chefiadas por mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas de urgência. A operacionalização dependerá de uma rede de revendedores homologados e integrados aos sistemas da União, o que reforça a necessidade de cadastro atualizado e verificação de elegibilidade.

Qual é o impacto fiscal do programa Gás do Povo?

A transição do Auxílio Gás para o Gás do Povo altera o perfil de despesas no Orçamento da União. No formato atual, o programa consome cerca de R$ 3,6 bilhões por ano em 2025 e 2026, destinados ao pagamento em dinheiro diretamente às famílias beneficiárias.

Com o novo modelo, a estimativa oficial é de impacto fiscal adicional de cerca de R$ 1,5 bilhão em 2026 e de R$ 5,7 bilhões em 2027, elevando o custo total projetado para aproximadamente R$ 5,1 bilhões em 2026 e R$ 5,7 bilhões em 2027. Investimentos tecnológicos e logísticos, como integração de sistemas, validação de beneficiários e monitoramento de estoques, também tendem a gerar despesas adicionais de gestão.

Como o programa pode mudar a rotina das famílias?

O gás de cozinha é essencial para o preparo de alimentos e representa uma parcela relevante do orçamento de famílias com renda limitada. Ao garantir a retirada direta do botijão em pontos credenciados, o Gás do Povo busca reduzir esse peso e diminuir a necessidade de priorizar outras despesas em detrimento da alimentação.

Especialistas apontam que o modelo em espécie reduz o risco de o recurso ser utilizado para outras urgências, favorecendo a segurança alimentar e energética. A ampliação para 15,5 milhões de famílias pode aumentar a regularidade no preparo das refeições e reduzir o uso de alternativas inseguras, como fogareiros improvisados, além de gerar dados detalhados sobre demanda regional por gás.

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