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Segunda ponte reconstruída na BR-116 é liberada no Polo Rodoviário de Pelotas e obras avançam com investimento de R$ 42 milhões

Por Felipe Dantas
30/jan/2026
Em Geral
Segunda ponte reconstruída na BR-116 é liberada no Polo Rodoviário de Pelotas e obras avançam com investimento de R$ 42 milhões

Imagem ilustrativa de ponte sendo liberada em rodovia

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A liberação antecipada da segunda ponte reconstruída na BR-116, no Polo Rodoviário de Pelotas, marca um novo capítulo na adaptação da infraestrutura rodoviária às mudanças climáticas no Brasil. A Ecovias Sul entrega, nesta quarta-feira (28/1), às 13h, a nova estrutura sobre o arroio Contagem, no km 502, em Pelotas, antes do prazo originalmente previsto para fevereiro, em um passo importante para garantir segurança viária, continuidade logística e redução de impactos de eventos climáticos extremos.

Como estão sendo feitas as novas pontes na BR-116?

As novas pontes da BR‑116 foram dimensionadas com base em modelagem hidrológica avançada, que considera séries históricas de chuva e vazão, além de projeções climáticas produzidas pelo IPCC.

Ao aplicar esse conceito, a Ecovias Sul coloca a resiliência climática em rodovias federais em patamar alinhado às recomendações internacionais para infraestrutura crítica. Em vez de apenas repor pontes danificadas ou obsoletas, o projeto antecipa cenários extremos para adaptar as estruturas, reduzindo intervenções emergenciais, custos sociais e impactos para motoristas e transportadores.

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Segunda ponte reconstruída no Polo Rodoviário de Pelotas na BR-116 – Foto: Igor Xavier/Ecovias Sul

Como a nova ponte na BR-116 reforça a segurança viária?

A segunda ponte liberada na BR‑116 faz parte de um conjunto de três estruturas reconstruídas entre Pelotas e São Lourenço do Sul, com investimento total de pouco mais de R$ 42 milhões. A antecipação da entrega reflete um planejamento que prioriza fluidez do tráfego, gestão de riscos em dias de chuva intensa e manutenção da capacidade logística em um dos principais corredores de transporte do Sul do país.

Segundo a Ecovias Sul, a obra consolida um novo padrão de engenharia na rodovia, combinando segurança, desempenho e sustentabilidade. As novas estruturas foram pensadas para manter o tráfego fluindo mesmo em cenários de clima severo, reduzindo a probabilidade de interrupções prolongadas, danos às pistas e necessidade de longos desvios para passageiros e cargas. Veja os impactos na região:

🚦 Tráfego mais fluido
  • A ponte reduz congestionamentos, diminuindo riscos de acidentes por filas e freadas bruscas.
🏗️ Estrutura moderna
  • Projetada com padrões atuais de engenharia, suporta maior peso e melhora a estabilidade para veículos pesados.
💡 Melhor visibilidade
  • Faixas bem demarcadas e iluminação adequada aumentam a percepção dos motoristas.
⚠️ Redução de pontos críticos
  • Substitui trechos antigos e estreitos que eram propensos a colisões.
🚶‍♂️ Segurança para pedestres e ciclistas
  • Novas calçadas e barreiras protegem quem trafega fora dos veículos.

Quais os benefícios operacionais para motoristas e empresas?

Com a adoção de seções hidráulicas ampliadas e melhor drenagem, as pontes reconstruídas aumentam a capacidade de escoamento da água e reduzem riscos de alagamento da pista. Isso traz benefícios diretos para a circulação diária e para o planejamento logístico, sobretudo em períodos de cheia mais frequentes associados às mudanças climáticas.

Nesse cenário, a reconfiguração da BR‑116 no Polo de Pelotas gera impactos positivos para motoristas, empresas de transporte e cadeias produtivas regionais, oferecendo maior previsibilidade e menos interrupções. Entre os principais ganhos esperados com as novas estruturas, destacam-se:

  • Melhor escoamento da água em períodos de cheia;
  • Menor risco de alagamento da pista e erosões nas margens;
  • Maior regularidade no transporte de passageiros e cargas;
  • Aumento da previsibilidade logística para empresas e motoristas.

Quais diferenciais ambientais foram aplicados nas novas pontes?

Um dos pontos centrais do projeto da Ecovias Sul é o foco em práticas de baixo impacto ambiental na reconstrução das pontes. Durante as obras na BR‑116, 100% do concreto das estruturas antigas foi triturado e reaproveitado em aterros, enquanto todo o aço retirado foi destinado à reciclagem, evitando descarte inadequado e ampliando o reaproveitamento de materiais.

Essa estratégia reduz a necessidade de extração de insumos virgens, como brita e areia, e diminui o volume de transporte de novos materiais até o canteiro de obras, reduzindo emissões de gases de efeito estufa. Ao alinhar ampliação de capacidade rodoviária com metas ambientais, o projeto reforça o conceito de infraestrutura sustentável em rodovias federais. Veja imagens da nova ponte no vídeo divulgado pela Ecovias Sul via Instagram:

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Ecovias Sul (@ecoviassul)

Quais os próximos passos para a BR-116 no Polo de Pelotas?

Com a segunda ponte já liberada e a terceira prevista para as próximas semanas, a BR‑116 no Polo de Pelotas se aproxima de uma nova etapa operacional mais robusta frente a chuvas fortes e enchentes. Em uma região que registrou episódios recentes de eventos extremos, a adaptação das pontes ao novo regime climático tende a reduzir atrasos, desvios e impactos sobre comunidades e atividades econômicas.

As obras executadas pela Ecovias Sul evidenciam a integração entre engenharia, planejamento climático e gestão ambiental, levando a resiliência climática de relatórios técnicos para projetos concretos. Essa abordagem contribui para aumentar a segurança de quem trafega pela BR‑116 e torna o corredor mais confiável para o transporte de mercadorias em escala regional e nacional.

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