A ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Boa Viagem e Imbiribeira, na zona sul do Recife, entrou em nova fase e passa a redesenhar o mapa do saneamento na região. Depois de quase 15 anos de paralisação, o projeto foi retomado pelo Governo de Pernambuco e pela Compesa e hoje aparece como uma das principais intervenções de infraestrutura urbana da capital, com foco em aumentar a coleta e o tratamento de esgoto, reduzindo lançamentos irregulares e melhorando a qualidade de vida de milhares de moradores.
Quais os detalhes das obras de esgotamento sanitário em Boa Viagem e Imbiribeira?
A obra foi acompanhada pelo presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, e por diretores da companhia, em vistoria realizada em 16 de janeiro de 2026. A visita técnica ocorreu nas frentes de trabalho da Imbiribeira, onde estão sendo construídas estações de bombeamento e redes coletoras que vão formar a espinha dorsal do novo sistema, com investimento total estimado em cerca de R$ 160 milhões.
A expansão do sistema de esgotamento sanitário de Boa Viagem e Imbiribeira se baseia em duas estações de bombeamento, um coletor tronco de grande porte e mais de 18 quilômetros de tubulações. As estações vão receber o esgoto doméstico dos bairros e encaminhar o volume para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Cabanga, ampliada e modernizada em 2025 para suportar a nova carga hidráulica e garantir maior eficiência operacional.
Por que o sistema de esgotamento sanitário é estratégico para o Recife?
Na prática, o esgoto deixa de seguir para canais, galerias pluviais ou corpos d’água sem tratamento e passa a ser direcionado por redes pressurizadas até a ETE. Essa mudança impacta diretamente a balneabilidade da orla, a qualidade dos rios urbanos e a salubridade de áreas adensadas, como trechos residenciais e comerciais de Boa Viagem, alinhando a operação às normas ambientais vigentes.
Segundo o planejamento da companhia, cerca de 160 mil pessoas devem ser beneficiadas quando todo o sistema estiver em operação. O aumento da cobertura tende a refletir-se em indicadores de saúde pública, na valorização imobiliária das áreas atendidas e na aproximação do Recife das metas nacionais de universalização dos serviços de saneamento básico. Veja os detalhes das obras de saneamento na região no vídeo divulgado pela Companhia Pernambucana de Saneamento, via Instagram:
Como funcionam as obras em Boa Viagem e Imbiribeira na prática?
As equipes trabalham atualmente em três frentes na Imbiribeira, priorizando estruturas fundamentais do sistema, como redes coletoras e estações elevatórias. A execução ocorre por etapas, com atenção a interferências no trânsito, no comércio local e nas rotinas dos moradores, incluindo esquemas especiais de circulação e comunicação com a população.
O fluxo básico do novo sistema de esgotamento sanitário do Recife na zona sul pode ser entendido em alguns passos principais, que sintetizam o caminho do esgoto desde as residências até o tratamento final:
- O esgoto gerado em residências, comércios e serviços de Boa Viagem e Imbiribeira é coletado por redes locais.
- Essas redes se conectam ao coletor tronco, que concentra o volume de esgoto da área de influência.
- O coletor encaminha o efluente para as duas estações de bombeamento em construção na Imbiribeira.
- As estações elevatórias bombeiam o esgoto por meio de tubulações pressurizadas até a ETE Cabanga.
- Na ETE, o esgoto passa por processos de tratamento antes do lançamento final no corpo receptor.
Quais os benefícios para a população de Recife?
Os efeitos esperados da ampliação do sistema de esgoto em Boa Viagem e Imbiribeira abrangem saúde, meio ambiente, qualidade urbana e desenvolvimento econômico. Esses resultados dependerão da finalização das obras, da interligação dos imóveis à rede e da operação contínua do sistema, mas já são considerados estratégicos para o planejamento urbano da cidade.
Entre os principais ganhos previstos com a conclusão e a plena operação do projeto, destacam-se os seguintes aspectos, que ilustram o impacto direto no cotidiano dos moradores e no território:
Saúde pública
Redução do contato com esgoto a céu aberto e menor risco de doenças de veiculação hídrica.
Impacto diretoMeio ambiente
Diminuição da carga orgânica lançada em canais, rios e no litoral da zona sul do Recife.
Impacto ambientalQualidade urbana
Melhoria da paisagem urbana, com menos mau cheiro e acúmulo de resíduos.
Impacto urbanoDesenvolvimento econômico
Mais segurança para novos empreendimentos imobiliários, turísticos e de serviços.
Impacto econômicoPlanejamento a longo prazo
Reforço da infraestrutura básica para acompanhar o crescimento populacional.
Impacto estratégicoFAQ sobre obras de saneamento em Recife
- Quando a ampliação do sistema de esgoto de Boa Viagem e Imbiribeira deve ficar pronta? A previsão é que as obras sejam concluídas no primeiro semestre de 2027, com início da operação após testes operacionais.
- Quantas pessoas serão beneficiadas pelo novo sistema de esgotamento sanitário? O projeto estima atendimento a cerca de 160 mil moradores dos bairros de Boa Viagem e Imbiribeira.
- Para onde será encaminhado o esgoto coletado nesses bairros? O esgoto será bombeado pelas novas estações da Imbiribeira até a Estação de Tratamento de Esgoto Cabanga, na área central do Recife.
- Por que a obra ficou parada por tanto tempo? O empreendimento estava paralisado havia aproximadamente 15 anos, em razão de entraves acumulados ao longo do tempo, e foi retomado pelo Governo de Pernambuco e pela Compesa em 2025.