Três rodovias do Paraná administradas pela concessionária Via Araucária terão trechos duplicados nos próximos anos, em um pacote de obras que promete alterar a rotina de quem circula entre o interior do estado e a Região Metropolitana de Curitiba. As intervenções fazem parte do lote 1 de concessões rodoviárias, que conecta a região central, os Campos Gerais e a capital paranaense, e estão previstas em contrato com o poder público, com início dos primeiros canteiros em 2025.
O que está previsto na duplicação de rodovias no Paraná até 2027?
Pelos termos do contrato de concessão, todas as obras anunciadas para esta primeira etapa precisam ser concluídas até fevereiro de 2027. Nesse período, a Via Araucária deve duplicar 344 quilômetros de um total de 473 quilômetros sob sua responsabilidade, focando trechos com grande circulação de carros, ônibus intermunicipais e caminhões de carga.
Essas duplicações integram um pacote maior de intervenções que se estende por vários anos, começando por segmentos prioritários próximos a áreas urbanas e pontos de congestionamento. A concessionária afirma que atuará em múltiplas frentes simultâneas, utilizando equipes e máquinas em diferentes rodovias para acelerar a entrega dos quilômetros previstos nessa primeira fase.
Quais são as condições para o início das obras de duplicação?
O início efetivo das duplicações depende da validação dos projetos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da emissão dos licenciamentos ambientais pelo Instituto Água e Terra (IAT). A Via Araucária informa que os processos estão em estágio avançado e que as primeiras frentes de serviço, especialmente perto de Curitiba, podem começar ainda no primeiro semestre.
A ANTT analisa anteprojetos e aguarda projetos executivos para emitir parecer final, enquanto o IAT, que criou em 2023 um setor específico para obras rodoviárias, dispõe de até seis meses para avaliar cada pedido. Ajustes de traçado, medidas de mitigação ambiental e soluções para acessos locais podem alterar datas pontuais, mas a referência segue sendo o início das obras mais próximas da capital.
Como a duplicação vai impactar o trânsito e o valor do pedágio?
Durante a execução das obras, a Via Araucária prevê intervenções programadas no tráfego, com bloqueios pontuais, desvios e redução temporária de velocidade. A empresa afirma que priorizará horários de menor movimento e comunicação prévia em canais digitais, painéis nas estradas e aplicativos de trânsito, buscando diminuir filas e transtornos diários.
O contrato de concessão estabelece que, conforme trechos duplicados sejam concluídos e liberados, entram em vigor novos patamares de tarifa, os chamados degraus tarifários. Os motoristas passam a pagar valores mais altos somente quando cada etapa de melhoria é efetivamente entregue, embora correções periódicas por inflação também possam ocorrer, conforme o contrato. Veja os benefícios das obras na região:
Mais fluidez no tráfego
Redução de congestionamentos e aumento da capacidade de circulação nas rodovias.
Impacto altoMais segurança viária
Separação de fluxos opostos diminui o risco de colisões frontais.
Impacto altoViagens mais rápidas
Redução do tempo de deslocamento para motoristas, cargas e passageiros.
Impacto médioMenos acidentes graves
Rodovias duplicadas apresentam menor índice de ocorrências fatais.
Impacto altoEconomia fortalecida
Facilita o escoamento da produção e melhora a logística no Paraná.
Impacto altoMais conforto ao usuário
Rodovias modernas, com melhor sinalização e padrão elevado de qualidade.
Impacto médioQuais são os prazos das próximas etapas?
Além da fase até 2027, o cronograma prevê novas duplicações e faixas adicionais ao longo da década, ampliando gradualmente a capacidade da malha sob responsabilidade da Via Araucária. Essas etapas posteriores devem consolidar uma rede com mais pistas duplas e soluções de segurança viária em corredores que ligam a região central, os Campos Gerais e a capital.
Para facilitar o entendimento do usuário, a concessionária divulgou um resumo das principais metas de ampliação previstas após 2027, indicando os anos e os locais que receberão novos trechos duplicados ou faixas adicionais:
- 2027: mais 52,7 km de duplicações nos trechos de Palmeira e Irati;
- 2029: mais 43,2 km de duplicações em segmentos de Palmeira, Irati e Campo Largo;
- 2030: mais 32,9 km de duplicações na região de Irati;
- 2031: implantação de 39,15 km de faixas adicionais em Campo Largo.
Quais os próximos passos para as obras?
A concessionária afirma que usará painéis eletrônicos, redes sociais, site oficial e aplicativos de trânsito para comunicar o avanço das obras e eventuais mudanças de tráfego. A recomendação é que os usuários consultem esses canais antes de viagens mais longas, especialmente em feriados e períodos de férias, quando o fluxo aumenta e intervenções podem gerar atrasos.
Ao longo do cronograma até 2031, quem utiliza diariamente esses corredores deve alternar períodos de obras, com desvios e sinalização provisória, com fases de operação plena nas novas pistas. Moradores de áreas lindeiras e comerciantes às margens das rodovias também podem perceber alterações em acessos, passarelas e retornos, definidos nos projetos de engenharia e nas condicionantes ambientais. Veja os detalhes das obras em Palmeira e Irati (Reprodução/YouTube/AEN Paraná):
FAQ sobre duplicação em rodovia do Paraná
- Quais trechos exatos serão duplicados nas rodovias do Paraná? Os detalhes de cada segmento, quilômetro a quilômetro, constam nos projetos apresentados à ANTT e ao IAT e são divulgados gradualmente pela concessionária à medida que as frentes de obra são definidas e licenciadas.
- Os pedágios sob gestão da Via Araucária já vão aumentar antes das obras? O modelo de degraus tarifários vincula os reajustes principais à entrega de obras, mas o contrato pode prever correções periódicas por índices de inflação, independentemente da duplicação.
- Como saber se um trecho estará em obras no dia da viagem? A recomendação é consultar o site e as redes oficiais da Via Araucária, além de aplicativos de trânsito e painéis de mensagens nas rodovias, que indicam intervenções em andamento.
- Haverá rotas alternativas sinalizadas durante as duplicações? Em casos de bloqueio total ou desvios mais longos, a concessionária costuma indicar rotas alternativas em conjunto com órgãos de trânsito locais, com sinalização específica no entorno das obras.