As obras de restauração de rodovias no sul de Mato Grosso do Sul começaram a ganhar forma nesta semana, com a mobilização de equipes e máquinas em trechos estratégicos para a economia regional. O governo estadual autorizou investimentos de R$ 236,8 milhões para recuperar 148,1 quilômetros das rodovias MS-156 e MS-295, corredores usados diariamente por produtores rurais, transportadoras e moradores, com foco em melhorar o pavimento, ampliar a capacidade de tráfego e reforçar a segurança viária.
Como estão as obras de R$ 236,8 milhões em rodovias do sul do Estado?
O início das intervenções nas rodovias da região sul ocorre na primeira quinzena de janeiro de 2026, com prioridade para o lote 2 da MS-156, trecho que, segundo levantamentos técnicos, apresenta as maiores necessidades de recuperação. A MS-156 e a MS-295 concentrarão os recursos de requalificação da malha viária, conectando cidades que são polos de produção agrícola e pecuária no Cone Sul.
Além da restauração do asfalto, o projeto prevê implantação de terceiras faixas em pontos de maior fluxo e modernização da sinalização horizontal e vertical. A meta é reduzir acidentes, melhorar a fluidez do trânsito e adequar as rodovias ao crescimento do fluxo de caminhões, ônibus e automóveis observado nos últimos anos.
Quais trechos da MS-156 e da MS-295 serão restaurados?
Na MS-156, entre Amambai e a divisa de Coronel Sapucaia com Tacuru, um trecho de 32 quilômetros receberá R$ 41,1 milhões. Já o segmento seguinte, entre a divisa de Coronel Sapucaia e Tacuru, incluindo o acesso ao município, com 32,5 quilômetros, contará com R$ 44,8 milhões em obras, somando mais de 64 quilômetros de restauração em área de fronteira.
Na MS-295, as intervenções serão divididas em dois segmentos de 37,4 quilômetros cada. Em Tacuru, está prevista a restauração com investimento de R$ 64,7 milhões, enquanto o trecho entre Eldorado e Iguatemi receberá R$ 86,1 milhões, consolidando um dos principais eixos de escoamento da produção agrícola e pecuária do Cone Sul.
Quais são os impactos econômicos e logísticos esperados?
Os recursos destinados às rodovias do sul do Estado são classificados pelo governo como investimentos estruturantes, com efeitos diretos sobre a competitividade econômica. A melhoria das condições de tráfego deve reduzir o tempo de deslocamento, o custo de manutenção de veículos e as despesas logísticas das cadeias produtivas instaladas na região.
Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), a estratégia é fortalecer o corredor rodoviário que liga áreas produtoras a centros de distribuição e a outros estados. Entre os principais objetivos operacionais e econômicos perseguidos pelo planejamento das obras, destacam-se:
- Redução de custos de transporte de grãos e carnes;
- Aumento da segurança viária em pontos críticos;
- Maior regularidade no escoamento da produção ao longo do ano;
- Facilitação do acesso a serviços públicos e privados em cidades vizinhas.
Como a população local será impactada?
Com a melhoria das rodovias da região sul, o deslocamento entre municípios como Amambai, Tacuru, Eldorado e Iguatemi tende a se tornar mais previsível e seguro. A recuperação do pavimento reduz buracos e deformações, frequentemente associados a avarias em veículos e a acidentes de trânsito, especialmente em períodos de chuva.
Para produtores rurais e transportadores, estradas em melhor estado significam menos tempo na estrada e menor desgaste de frotas. Para a população em geral, o impacto aparece no transporte escolar, no acesso a serviços de saúde, no turismo regional e na circulação de mercadorias básicas, apoiados também pela modernização da sinalização para orientar melhor motoristas frequentes e esporádicos. Veja os benefícios na região:
Melhoria na mobilidade
Estradas restauradas reduzem buracos e trechos críticos, tornando o deslocamento mais rápido e seguro.
Impacto positivoMais segurança viária
Melhor sinalização e pavimento diminuem significativamente o risco de acidentes.
Impacto positivoGeração de empregos
As obras criam vagas diretas e indiretas, movimentando a economia regional.
Impacto positivoRedução de custos
Menos desgaste dos veículos e menor gasto com manutenção e transporte.
Impacto positivoEconomia fortalecida
Facilita o escoamento da produção agrícola e industrial da região.
Impacto positivoImpactos temporários
Interdições, desvios, poeira e ruído podem afetar a rotina durante as obras.
Impacto temporárioFAQ sobre as obras nas rodovias MS-156 e MS-295
- As obras vão paralisar o trânsito nas rodovias? As intervenções tendem a ocorrer com sistemas de pare e siga ou desvios pontuais, para manter o tráfego funcionando enquanto as frentes de trabalho atuam em determinados segmentos.
- Há previsão de duplicação completa de algum trecho? O pacote atual foca na restauração do pavimento, reforço da sinalização e implantação de terceiras faixas em pontos estratégicos, e não em duplicações integrais.
- Que tipos de veículos mais utilizam a MS-156 e a MS-295? As rodovias são intensamente usadas por caminhões de carga ligados à agropecuária, além de ônibus intermunicipais, transporte escolar e veículos de passeio.
- As obras podem influenciar o preço do frete na região? Com a redução de desgaste de veículos e de tempo de viagem, transportadoras tendem a ter menores custos operacionais, o que pode impactar negociações de frete ao longo do tempo.