A pavimentação da BR-230 entre Medicilândia e Rurópolis, no sudoeste do Pará, deve começar em 2026, segundo anúncio do ministro dos Transportes, Renan Filho. O trecho faz parte da rodovia Transamazônica, inaugurada há cerca de 50 anos e ainda hoje com segmentos de terra batida, e a obra é tratada como etapa decisiva para que a estrada alcance pavimentação completa em todo o seu traçado.
A Transamazônica no Pará será totalmente asfaltada?
Ao detalhar o plano, o ministro classificou o segmento paraense como o “último trecho” necessário para que a Transamazônica esteja 100% asfaltada. Mesmo sem prazo oficial para a conclusão, o início das frentes de trabalho em 2026 movimenta as expectativas de motoristas, transportadoras e produtores rurais que dependem da BR-230 para deslocamentos diários e escoamento de mercadorias.
No Pará, ainda há trechos de chão batido sujeitos a atoleiros, erosões e interrupções totais do tráfego em períodos de chuva intensa. O segmento entre Medicilândia e Rurópolis, com mais de 200 quilômetros de extensão, é apontado como um dos pontos mais críticos por motoristas e moradores locais, afetando o acesso a serviços públicos, saúde e educação.
O que deve mudar com a pavimentação da BR-230 entre Medicilândia e Rurópolis?
No chamado inverno amazônico, quando as precipitações se intensificam, há registros frequentes de lamaçais, abertura de crateras e pistas estreitas, fatores que aumentam o risco de acidentes e atrasos. Em dezembro recente, uma grande erosão chegou a interditar totalmente a rodovia, comprometendo o abastecimento das cidades vizinhas e o transporte escolar.
Com o asfaltamento prometido, a expectativa é de redução de interrupções, maior regularidade no transporte e diminuição de custos operacionais para quem depende da estrada diariamente. Além disso, o governo federal associa a pavimentação da rodovia Transamazônica à substituição de pontes de madeira ao longo do traçado, criando um corredor contínuo de asfalto com estruturas mais robustas. Veja os benefícios da pavimentação deste trecho:
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Como a pavimentação da BR-230 vai melhorar o escoamento de grãos e cargas no Norte?
A BR-230 se conecta a outros eixos estratégicos para o agronegócio, a mineração e a circulação de mercadorias no Norte do país. Em Itaituba (PA), o porto de Miritituba é polo logístico para o embarque de grãos, especialmente soja e milho, que chegam de diferentes estados produtores e seguem para exportação pelo Arco Norte.
Na mesma entrevista em que tratou da pavimentação da Transamazônica, o ministro informou que haverá intervenções nos acessos ao porto de Miritituba, hoje marcados por filas e congestionamentos em períodos de safra. Melhorias na BR-163 e na conexão com a BR-230 devem formar uma malha mais integrada com as áreas portuárias do Tapajós, reforçando esse corredor logístico. A seguir, estão alguns efeitos diretos esperados para o transporte de cargas:
- Aumento da regularidade no transporte de cargas mesmo em épocas de chuva.
- Redução de atrasos na chegada de caminhões a portos e centros de distribuição.
- Integração mais eficiente entre áreas de produção agropecuária e rotas de exportação.
Quais são as principais obras federais em andamento no Pará?
A agenda do ministro Renan Filho no Pará incluiu a entrega da pavimentação da BR-422 entre Novo Repartimento e Tucuruí, eixo de integração para o transporte da produção agropecuária e mineral dentro do estado. Esse asfaltamento complementa o papel da BR-230, fortalecendo a circulação de mercadorias, o turismo regional e a atração de novos investimentos privados.
O ministro também realizou visita técnica às obras da ponte sobre o rio Xingu, na própria Transamazônica, parte do esforço de substituição gradual de pontes de madeira por construções mais duráveis. Entre os principais impactos esperados com esse pacote de intervenções estão maior segurança viária, redução de custos logísticos, menor risco de isolamento de comunidades e reforço do Arco Norte como rota competitiva de exportação. Veja os detalhes das obras na região no vídeo divulgado pelo Ministério dos Transportes: