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Maior obra de infraestrutura do Brasil terá investimento de R$ 20 bilhões, cerca de 1.500 km de extensão entre Goiás e Maranhão e promete fortalecer o sistema elétrico nacional

Por Felipe Dantas
22/jan/2026
Em Geral
Maior obra de infraestrutura do Brasil terá investimento de R$ 20 bilhões, cerca de 1.500 km de extensão entre Goiás e Maranhão e promete fortalecer o sistema elétrico nacional

Projeto do linhão Graça Aranha–Silvânia

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Maior obra de infraestrutura do Brasil na área de energia, o linhão Graça Aranha–Silvânia, estimado em cerca de R$ 20 bilhões, entra no radar internacional com o apoio do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICS. O empreendimento de transmissão vai ligar os estados de Goiás e Maranhão em um traçado de aproximadamente 1.500 quilômetros, reforçando o sistema elétrico nacional e abrindo espaço para a entrada de novas fontes renováveis na matriz brasileira.

Como o linhão Graça Aranha–Silvânia pode impactar o sistema elétrico brasileiro?

O linhão Graça Aranha–Silvânia é apontado como o maior empreendimento de transmissão de energia já licitado no país, tanto pelo volume de investimentos quanto pela extensão territorial. Com cerca de 1.500 km de linhas, a obra aumenta a capacidade de escoamento de energia entre Norte/Nordeste e Centro-Oeste, regiões com grande potencial eólico e solar.

Além de reforçar fisicamente a rede, o projeto é visto como peça-chave para a expansão de usinas renováveis ainda em planejamento. Ao criar um novo “corredor elétrico”, a infraestrutura reduz gargalos que atrasam a entrada de novos parques de geração e amplia a flexibilidade operacional do Sistema Interligado Nacional.

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Imagem ilustrativa da obra Graça Aranha – Silvânia – Foto: Arte/State Grid

Como o Banco dos BRICS participa do financiamento dessa infraestrutura?

O Banco dos BRICS tem ampliado sua atuação no financiamento de projetos estruturantes em países emergentes, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e transição energética. Sob a presidência de Dilma Rousseff, o NDB prioriza iniciativas que combinem desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e inclusão social.

No Brasil, o linhão Graça Aranha–Silvânia foi destacado por Alexandre Silveira como um dos projetos aprovados pelo banco, ajudando a reduzir o custo médio de financiamento e alongar prazos. Em geral, a participação do NDB se soma a bancos brasileiros, em estruturas conjuntas que repartem riscos e fortalecem a previsibilidade dos investimentos. Veja os detalhes da participação do BRICS:

  • Apoio formal ao projeto:
    • O NDB assinou um memorando de entendimento com a State Grid Brazil Holding (subsidiária da estatal chinesa) para cooperação financeira no projeto Graça Aranha–Silvânia.
  • Importância da parceria:
    • Essa cooperação visa mobilizar recursos para viabilizar a construção da linha de transmissão de energia, considerada essencial para aumentar a capacidade de escoamento de energia e fortalecer o sistema elétrico nacional brasileiro.
  • Contexto de destaque institucional:
    • Autoridades brasileiras e do NDB ressaltam o papel estratégico do banco como parceiro para atrair investimentos internacionais em infraestrutura de energia, especialmente projetos alinhados à transição energética e ao desenvolvimento sustentável, incluindo o linhão Graça Aranha–Silvânia.
  • Escala do projeto:
    • O linhão tem cerca de 1.500 km, conecta Maranhão a Goiás e envolve investimentos na ordem de aproximadamente R$ 20 bilhões, sendo considerado um dos maiores empreendimentos de transmissão de energia já licitados no Brasil.

Qual é o papel da transição energética e da infraestrutura limpa nesse movimento?

A reunião em Xangai reforça o alinhamento entre o governo brasileiro e o NDB em torno de uma agenda de investimentos sustentáveis. A transição energética passa a ser tratada como estratégia de competitividade econômica, reduzindo emissões, atraindo indústrias mais eficientes e tornando a matriz elétrica mais diversificada.

Para o governo federal, a prioridade é combinar planejamento de longo prazo, segurança institucional e previsibilidade regulatória. Esse ambiente é essencial para atrair capital internacional disposto a financiar projetos bilionários de infraestrutura limpa, em sinergia com a Política Nacional de Transição Energética.

Quais são os impactos esperados para o sistema elétrico e a economia?

Com a entrada em operação do maior linhão em implantação no país, espera-se reforço significativo na capacidade de transporte de energia entre regiões, reduzindo riscos de sobrecarga e melhorando a gestão de intercâmbios entre subsistemas. Essa infraestrutura é crucial para sustentar o crescimento do consumo ligado à indústria, ao agronegócio e à urbanização.

No campo socioeconômico, a combinação entre financiamento internacional e foco em infraestrutura limpa tende a gerar efeitos de médio e longo prazo. Municípios atravessados pelo traçado costumam receber investimentos em obras de acesso, serviços e capacitação de mão de obra, estimulando inovação e desenvolvimento regional. Veja como a região deve ser impactada:

ÁreaImpactos
Sistema elétrico• Reforço da transmissão entre Nordeste e Centro-Oeste/Sudeste • Aumento da confiabilidade e da segurança do SIN • Redução de gargalos e riscos de sobrecarga • Melhor escoamento da geração renovável (especialmente eólica e solar)
Economia nacional• Diminuição do custo da energia no médio e longo prazo • Redução do despacho de usinas térmicas mais caras • Maior eficiência na integração entre regiões
Economias regionais• Estímulo a novos investimentos industriais e do agronegócio • Geração de empregos diretos e indiretos durante obras • Fortalecimento da infraestrutura energética em áreas estratégicas
Transição energética• Apoio à expansão de fontes renováveis no Nordeste • Redução de emissões associadas à matriz elétrica • Maior flexibilidade operativa do sistema
Competitividade• Aumento da atratividade do Brasil para investimentos produtivos • Maior previsibilidade no fornecimento de energia

Como o linhão se conecta à expansão de energias renováveis?

O linhão dialoga diretamente com novos projetos eólicos e solares, além de iniciativas de modernização de redes e digitalização do setor elétrico. Ao viabilizar a conexão de usinas em áreas remotas, a obra reduz perdas, melhora a qualidade do serviço e aumenta a resiliência do sistema frente a variações climáticas.

A linha integra o sistema nacional como um todo, mas foi desenhada para facilitar o escoamento de novas fontes renováveis nas regiões atendidas. Projetos dessa escala costumam prever possibilidade de reforços futuros, acompanhando o crescimento da geração limpa e da demanda de longo prazo.

FAQ sobre a maior obra de infraestrutura do Brasil

  • Qual é o cronograma previsto para a implantação do linhão? Projetos desse porte costumam levar vários anos entre licitação, licenciamento ambiental, obras e entrada em operação comercial.
  • Quais são os principais desafios ambientais e regulatórios da obra? O traçado de cerca de 1.500 km exige licenciamento complexo, negociações fundiárias e mitigação de impactos socioambientais, especialmente em áreas sensíveis e municípios atravessados pela linha.
  • O investimento pode afetar a tarifa de energia do consumidor? Em geral, grandes obras de transmissão entram na estrutura tarifária ao longo do tempo, mas também ajudam a reduzir gargalos, perdas e riscos de apagões, o que pode equilibrar custos no médio e longo prazo.
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