A entrega do novo trecho asfaltado da BR-422/PA, entre Novo Repartimento e Tucuruí, marca uma mudança importante na rotina de milhares de moradores do sudeste do Pará. A partir desta quarta-feira (21/1/2026), a região passa a contar com 63,7 quilômetros de rodovia pavimentada, obra que busca melhorar o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes e pacientes em busca de atendimento em hospitais. O investimento de R$ 228,5 milhões pelo Novo PAC atende uma reivindicação antiga de comunidades que conviviam há décadas com lama e poeira e enfrentavam altos custos logísticos.
Quais os benefícios da BR-422/PA na mobilidade de 250 mil paraenses?
A BR-422/PA tem início no entroncamento com a BR-230/PA, a Rodovia Transamazônica, e funciona como um eixo de integração entre municípios do sudeste paraense. Com o trecho pavimentado entre Novo Repartimento e Tucuruí, cerca de 250 mil pessoas passam a contar com uma ligação mais estável durante todo o ano, inclusive nos períodos de chuva intensa.
Antes marcada por buracos e atoleiros, a estrada dificultava o deslocamento de ambulâncias, ônibus escolares e caminhões de carga, elevando o tempo de viagem e o custo do transporte. O novo asfalto impacta diretamente setores como comércio, agricultura familiar, transporte de insumos e serviços públicos, além de reduzir acidentes em pistas de terra e melhorar a fluidez do trânsito regional.
Como as obras na BR-230/PA aumentam segurança e fluxo?
Paralelamente à entrega do trecho asfaltado da BR-422, o governo federal autorizou intervenções na Rodovia Transamazônica (BR-230/PA), que corta o Pará e liga o estado ao Tocantins e ao Maranhão. Uma das principais ações é a construção de 15 pontes de concreto, que substituirão estruturas de madeira em pontos críticos, com investimento superior a R$ 52 milhões.
A troca de pontes de madeira por concreto reduz o risco de acidentes, especialmente em períodos de cheias, e diminui interrupções prolongadas no tráfego. Também estão previstas melhorias de acesso e implantação de vias marginais entre a divisa do Pará com o Tocantins e o entroncamento com a BR-163, com cerca de R$ 15 milhões destinados a ampliar a capacidade da rodovia e organizar melhor entradas e saídas de veículos. Veja os benefícios:
- Segurança viária
- Recuperação e pavimentação de trechos críticos, reduzindo buracos e riscos de acidentes
- Implantação de sinalização horizontal e vertical mais clara
- Melhoria da drenagem, evitando alagamentos e erosão da pista
- Adequação de curvas e acostamentos em pontos perigosos
- Fluxo e mobilidade
- Regularização do pavimento, permitindo tráfego mais contínuo
- Redução de interdições e lentidão em períodos de chuva
- Maior previsibilidade no tempo de viagem para cargas e passageiros
- Melhoria da integração entre municípios do sudoeste e oeste do Pará
Quais os impactos da ponte sobre o Rio Xingu em Altamira?
A ponte sobre o Rio Xingu, em Altamira, é outra obra de grande porte em andamento na região, com aproximadamente 750 metros de extensão. Ela vai ligar os municípios de Anapu e Vitória do Xingu, substituindo a travessia por balsa atualmente utilizada, com investimento de R$ 405,6 milhões pelo Novo PAC e previsão de entrega até dezembro deste ano.
Planejada como ponte estaiada, sustentada por cabos de aço e pórticos de concreto armado, a estrutura foi dimensionada para suportar tráfego intenso de caminhões, ônibus e veículos leves. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas sejam beneficiadas com a redução do tempo de travessia, maior previsibilidade nas viagens e eliminação da dependência de horários e condições climáticas específicas. Veja como a ponte impacta a região:
| Área | Benefícios |
|---|---|
| Mobilidade urbana | • Reduz tempo de travessia• Elimina dependência de balsas• Melhora o fluxo de veículos e pedestres |
| Integração regional | • Conecta áreas urbana e rural• Facilita acesso a comunidades isoladas• Integra bairros e distritos |
| Economia local | • Reduz custos logísticos• Facilita escoamento da produção• Estimula comércio e serviços |
| Serviços públicos | • Agiliza atendimento de saúde e emergência• Melhora acesso a escolas e serviços básicos |
| Segurança | • Travessia mais segura em comparação às balsas• Menor risco em períodos de cheia |
| Desenvolvimento | • Valoriza áreas do entorno• Incentiva novos investimentos e ocupação urbana planejada |
Quais os impactos logísticos e sociais das novas obras rodoviárias no Pará?
As intervenções na BR-422/PA, na BR-230/PA e na ponte sobre o Rio Xingu formam um conjunto de ações que tende a reorganizar a logística de transporte no Pará. Ao combinar pavimentação, construção de pontes permanentes e melhoria de acessos, o governo busca reduzir gargalos históricos na integração entre municípios, áreas rurais e zonas de produção, beneficiando tanto grandes cadeias produtivas quanto pequenos produtores.
No campo social, a expectativa é de que serviços como saúde, educação e segurança pública alcancem com mais facilidade comunidades antes isoladas, especialmente no período chuvoso. A melhoria das rodovias também favorece a criação de novas linhas de transporte intermunicipal, ampliando o acesso a emprego, estudo e serviços em cidades maiores e estimulando debates sobre planejamento urbano e preservação ambiental. Veja imagens da entrega do projeto no vídeo divulgado pelo Ministro dos Transportes, Renan Filho:
FAQ sobre a BR-422/PA e as obras no Pará
- Quantos quilômetros tem o trecho pavimentado da BR-422 entre Novo Repartimento e Tucuruí? O trecho recém-entregue possui 63,7 quilômetros de extensão totalmente asfaltados.
- O que muda para o transporte escolar e de pacientes com o novo asfalto? A pavimentação reduz atrasos causados por lama e atoleiros, melhora o conforto durante as viagens e diminui o risco de interrupções no trajeto.
- As novas pontes na BR-230/PA permitem trânsito em períodos de cheia? As pontes de concreto foram projetadas para suportar variações rápidas no nível dos rios, oferecendo maior segurança e continuidade ao tráfego.
- A ponte sobre o Rio Xingu terá cobrança de pedágio? Até o momento das informações divulgadas, não foi detalhado se haverá sistema de pedágio na nova ponte sobre o Rio Xingu.