Conhecida como a “Pérola do Tapajós”, Santarém é o coração pulsante do oeste do Pará. Localizada estrategicamente na confluência dos rios Tapajós e Amazonas, a cidade oferece a atração próxima de uma das praias de água doce eleita a mais bonitas do mundo, encantando aos santarenos e turistas com um espetáculo natural diário e uma economia em plena transformação, impulsionada pelo agronegócio e pelo ecoturismo de classe mundial.
Como o Encontro das Águas define a geografia local?
O cartão-postal da cidade é um fenômeno físico: o encontro das águas azuis-esverdeadas do Rio Tapajós com as águas barrentas do Rio Amazonas. Elas correm lado a lado por quilômetros sem se misturar devido às diferenças de densidade, temperatura e velocidade. Para o morador, o Tapajós não é apenas um rio, é o “mar” de água doce que banha a orla da cidade, proporcionando lazer, brisa e sustento.
A orla fluvial é o ponto de encontro democrático. Revitalizada, ela serve como pista de caminhada e palco para contemplar o pôr do sol, enquanto navios graneleiros e pequenas embarcações de ribeirinhos compartilham o horizonte, ilustrando a dualidade da região.
Por que Alter do Chão é o “Caribe Brasileiro”?
A cerca de 30 km do centro de Santarém fica a vila de Alter do Chão, eleita diversas vezes uma das praias de água doce mais bonitas do mundo. Durante a vazante do rio, bancos de areia branca emergem no meio das águas cristalinas, criando a famosa Ilha do Amor. O cenário paradisíaco atrai celebridades e turistas internacionais, aquecendo a economia de serviços e hotelaria.
Mas Alter não vive só de praia. Em setembro, a vila sedia a Festa do Sairé, uma manifestação cultural que mistura o sagrado (ritos religiosos católicos) e o profano (o duelo folclórico entre os Botos Tucuxi e Cor-de-Rosa), mostrando a riqueza do folclore amazônico.
Descubra as praias de água doce e a cultura vibrante deste paraíso amazónico no Pará. O vídeo é do canal Rolê Família, que partilha guias detalhados e experiências de viagem, e apresenta Alter do Chão, destacando a Ilha do Amor, a Floresta Nacional do Tapajós e a gastronomia local, com dicas de preços e a melhor época para visitar:
Onde a gastronomia tapajônica brilha?
Comer em Santarém é uma imersão na floresta. A culinária local é baseada nos peixes frescos do rio, como o tucunaré, o pirarucu e o tambaqui.
- Mercadão 2000: O lugar para ver a chegada dos barcos e comprar o peixe mais fresco da cidade, além de farinhas e ervas medicinais.
- Tacacá da Orla: No fim de tarde, as tacacazeiras servem o caldo quente de tucupi, goma e jambu, uma tradição que desafia o calor local.
- Piracaia: O hábito santareno de assar o peixe na brasa na própria praia, com os pés na areia, sob o luar amazônico.
- Aviú: O “camarãozinho” minúsculo da região, usado em tortas e omeletes, com sabor intenso e único.
Como o ciclo das águas dita a melhor época para viajar?
Na Amazônia, não se fala tanto em verão ou inverno, mas em “rio cheio” e “rio seco”. O nível da água altera completamente a paisagem e as praias.
Segundo o portal Climatempo, o calor é constante, mas as chuvas definem a temporada de praia. Planeje-se:
| Período/Estação | Nível do Rio | O que esperar |
|---|---|---|
| Verão Amazônico (Ago-Dez) | Rio Baixo (Vazante) | A melhor época. As praias de Alter do Chão aparecem, chove pouco e o sol brilha forte. |
| Inverno Amazônico (Jan-Mai) | Rio Subindo (Cheia) | Chuvas diárias e intensas. As praias somem, mas é a época ideal para passeios de barco na floresta inundada (igapós). |
| Meio do Ano (Jun-Jul) | Rio Cheio/Baixando | Transição. As chuvas diminuem e o Sairé começa a ser preparado; clima muito quente. |
Motivos estratégicos para viver ou investir em Santarém
A cidade é a capital de fato do oeste paraense, oferecendo oportunidades em logística e turismo com qualidade de vida ribeirinha.
- Polo logístico do agronegócio em expansão com a consolidação da BR-163.
- Potencial turístico internacional com Alter do Chão, gerando demanda por serviços de alta qualidade.
- Centro universitário e de saúde que atende dezenas de municípios vizinhos.
Você precisa fazer a travessia de catraia (barquinho) até a Ilha do Amor num fim de tarde para entender por que Santarém é o lugar onde a floresta abraça o rio com mais beleza.