Golpes envolvendo transferências instantâneas se consolidaram como uma das práticas mais usadas por estelionatários no país. O chamado golpe do Pix se apoia em engenharia social, uso indevido de marcas de bancos conhecidos e em situações de pressa para induzir o usuário ao erro, tendência que tende a se intensificar com o uso de inteligência artificial, clonagem de voz e falsificação de páginas de internet.
O que é o golpe do Pix e por que ele representa um risco crescente?
O golpe do Pix é um conjunto de fraudes que têm como objetivo desviar dinheiro por meio de transferências instantâneas, explorando principalmente a manipulação psicológica do usuário. O estelionatário convence a pessoa a transferir valores voluntariamente, fazendo-se passar por banco, parente ou empresa confiável em um contexto de urgência.
Em 2026, com o Pix presente em compras, pagamentos de serviços e transações entre pessoas e empresas, o sistema se torna alvo preferencial de criminosos. Golpes clássicos, como falso suporte e perfil clonado, são adaptados à dinâmica rápida do Pix, em que o dinheiro cai em segundos e a reversão é mais difícil.
Como o golpe do Pix utiliza o nome de bancos como Nubank e Itaú?
Fraudes que usam o nome de instituições famosas criam um ambiente aparentemente oficial para ganhar a confiança do usuário. No chamado golpe do Pix Nubank ou golpe do Pix Itaú, criminosos replicam visualmente aplicativos, sites e comunicações desses bancos para que o cliente acredite estar em contato com o atendimento real.
Entre os formatos mais comuns, os golpistas combinam canais diferentes, como SMS, ligações e páginas clonadas, reforçando a narrativa de que estão ajudando a resolver um problema urgente. Esse cenário reduz o tempo de reflexão da vítima e facilita que ela siga orientações que levam à perda de dinheiro.
- Mensagens falsas de segurança: SMS ou mensagens informando suposto bloqueio de conta ou tentativa suspeita de Pix, com link para “regularização”.
- Central de atendimento falsa: ligações em que alguém se passa por atendente e orienta a vítima a “testar o Pix de segurança”, desviando o dinheiro.
- Aplicativo ou site clonado: páginas que imitam o layout oficial, induzindo a vítima a informar dados ou realizar um Pix acreditando estar no canal real.
Quais são os tipos mais comuns de golpe do Pix em 2026?
A evolução tecnológica faz com que o golpe do Pix assuma várias formas, cada vez mais personalizadas. Em 2026, alguns modelos se destacam em relatos de consumidores e em alertas de órgãos de defesa do consumidor e do Banco Central, muitas vezes envolvendo bancos digitais e tradicionais.
- Golpe do suporte falso do banco:
Nesse modelo, o criminoso se passa por funcionário de Nubank, Itaú ou outro banco, alegando atividade suspeita na conta. Em seguida, orienta a pessoa a fazer um Pix para “conta segura”, informar códigos recebidos por SMS ou compartilhar tela, obtendo assim acesso indevido à conta.
- Golpe do Pix via WhatsApp ou redes sociais:
O criminoso clona o perfil de um conhecido ou invade uma conta real e envia pedidos urgentes de dinheiro, alegando emergências ou promoções. Em alguns casos, utiliza áudios com deepfake de voz, o que torna o pedido ainda mais convincente e naturaliza o uso de contas em bancos populares como destino do Pix.
- Golpe do Pix em falsos investimentos e promoções:
Nessa modalidade, são usadas supostas campanhas de cashback, sorteios ou investimentos com alta rentabilidade. Sites que imitam páginas de bancos ou corretoras prometem retorno rápido para quem fizer um Pix para determinada chave, mas o dinheiro vai diretamente para contas de laranjas sem qualquer garantia de retorno.
Como identificar um golpe do Pix e prevenir perdas financeiras?
Reconhecer sinais de alerta é uma das formas mais eficientes de evitar prejuízos com o golpe do Pix. Algumas características se repetem, inclusive quando o nome de bancos conhecidos é utilizado para dar aparência de legitimidade às abordagens fraudulentas.
Ao notar qualquer estranheza, o usuário deve interromper a conversa e revisar com calma a situação, observando elementos de pressão, contatos inesperados e pedidos incompatíveis com práticas de segurança bancária. Alguns sinais importantes incluem:
- Pressa e urgência excessivas: pedidos para decidir em minutos, sob pena de bloqueio da conta ou perda de promoção.
- Contato inesperado: mensagens ou ligações de suposto atendente do banco sem que o cliente tenha solicitado suporte.
- Links suspeitos: endereços de sites com erros de digitação, domínios estranhos ou diferentes dos canais oficiais.
- Solicitação de senhas e códigos: bancos legítimos não pedem senha completa ou código de autenticação por telefone, chat ou e-mail.
- Chaves Pix divergentes: nome do destinatário não condizente com o anunciado, principalmente quando aparece pessoa física em vez de empresa.
O que a vítima deve fazer após cair em um golpe do Pix?
Quando o golpe já foi consumado, o tempo de reação faz diferença para tentar reduzir o prejuízo. Ainda que a devolução integral do dinheiro não seja garantida, algumas ações orientadas por especialistas e órgãos oficiais aumentam as chances de mitigar o dano.
É fundamental agir rapidamente, comunicando o banco e registrando formalmente o ocorrido, além de guardar provas que possam ajudar na investigação. Entre as medidas recomendadas estão:
- Comunicar o banco imediatamente: registrar ocorrência pelo aplicativo, telefone ou agência, com data, hora, valor e motivo da transferência.
- Solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED): quando aplicável, o banco aciona esse recurso do Banco Central para análise e eventual bloqueio de valores.
- Registrar boletim de ocorrência: a formalização na polícia auxilia investigações e eventuais disputas judiciais ou administrativas.
- Guardar provas: prints de conversas, e-mails, telas de confirmação do Pix e números de telefone usados pelos golpistas.
Além das medidas emergenciais, é importante rever hábitos digitais, fortalecer senhas, ativar autenticação em duas etapas e acompanhar com frequência o extrato bancário. Em 2026, com golpes cada vez mais sofisticados, a atenção aos detalhes de cada transação se torna uma das principais barreiras contra estelionatários que exploram o Pix em nome de instituições como Nubank, Itaú e outros bancos.