A participação de Carlos Bolsonaro na “caminhada pela liberdade” organizada por Nikolas Ferreira ampliou a dimensão política da mobilização iniciada em Minas Gerais. O vereador do Rio de Janeiro confirmou que irá se juntar ao ato que percorre mais de 200 km entre Paracatu (MG) e Brasília (DF), pela BR-040, em uma iniciativa que mistura protesto, simbolismo e estratégia de visibilidade, com previsão de chegada à capital federal no domingo (25/1).
Qual o impacto da ‘caminhada pela liberdade’?
A “caminhada pela liberdade” é apresentada como resposta a decisões judiciais envolvendo figuras centrais da direita brasileira. Nas redes sociais, Nikolas Ferreira e outros parlamentares do PL usam o trajeto a pé para demonstrar alinhamento político, resistência e fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao longo do percurso, registros em vídeo, transmissões ao vivo e publicações em redes sociais transformam a marcha física em conteúdo digital de grande alcance. Essa dinâmica fortalece a base conservadora mais mobilizada e mantém o tema da “liberdade” em evidência no debate público.
Qual é o papel político da participação de Carlos Bolsonaro?
A presença de Carlos Bolsonaro fortalece a conexão do ato com o entorno político de Jair Bolsonaro. O vereador deixou Santa Catarina para encontrar Nikolas Ferreira e demais apoiadores, alternando a marcha com compromissos pessoais e familiares, gesto usado para reforçar a imagem de engajamento contínuo do grupo ligado ao PL.
Além de Carlos, outros nomes do partido confirmaram participação, o que transforma a caminhada em evento articulado com projeção nacional. A iniciativa passa a funcionar como vitrine de lideranças que buscam manter relevância e testar sua capacidade de mobilização para disputas políticas futuras. Veja a publicação de Carlos:
Decolando de Santa Catarina em direção a marcha com Nikolas, André, Gayer e muitos putros. Amanhã posteriormente também verei minha filha e então meu pai na quarta, mas então volto novamente à caminhada. Me programando. Força!
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 19, 2026
Por que Nikolas Ferreira organizou a caminhada pela liberdade?
Nikolas Ferreira apresenta a caminhada como resposta direta à situação jurídica de figuras ligadas ao bolsonarismo. Em seus discursos, cita principalmente a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF e a situação dos presos relacionados aos atos de 8 de janeiro, associando o percurso à ideia de injustiça e perseguição.
Segundo o deputado, o trajeto de mais de 200 km funciona como protesto contínuo e performático, em que desgaste físico e sacrifício são exibidos como prova de compromisso com a causa. A combinação entre mobilização de rua e forte divulgação digital aproxima o ato de outras marchas políticas de longa duração no cenário polarizado.
O que esperar da chegada da caminhada pela liberdade a Brasília?
A chegada a Brasília, prevista para 25 de janeiro, é tratada como momento central do ato. A expectativa é de recepção por manifestação de apoiadores em pontos simbólicos da capital, ampliando a visibilidade e o impacto institucional da mobilização diante da opinião pública e da imprensa.
Ao longo do trajeto pela BR-040, a comitiva passa por cidades de Minas Gerais e Goiás, onde grupos locais podem se juntar temporariamente à marcha. Essas recepções regionais costumam gerar imagens e relatos que alimentam tanto o engajamento de simpatizantes quanto as críticas de opositores.
Quem participa da caminhada pela liberdade e como o ato é organizado?
A organização da caminhada combina estrutura física com estratégia de comunicação digital, envolvendo logística de apoio, segurança e produção constante de conteúdo. Para entender melhor o perfil dos participantes e a forma de execução do ato, vale observar os principais nomes envolvidos e o formato adotado pelo grupo:
- Nikolas Ferreira (PL-MG), idealizador da caminhada;
- Carlos Bolsonaro (PL-RJ), vereador do Rio de Janeiro;
- Gustavo Gayer (PL-GO), deputado federal;
- André Fernandes (PL-CE), deputado federal;
- Zé Trovão (PL-SC), deputado federal;
- Carlos Jordy (PL-RJ), deputado federal;
- Lucas Pavanato (PL-SP), vereador;
- Fernando Holiday (PL-SP), vereador.
O grupo se desloca a pé em trechos planejados da BR-040, com apoio de veículos, água, alimentação e suporte básico de saúde. A caminhada é apresentada como ato de mobilização política, não como evento formal de campanha, e a organização afirma buscar reduzir o impacto no trânsito utilizando faixas específicas ou acostamentos.
