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Início Brasil

PGR se opôs revogar prisão de Camisotti e converter em domiciliar

Por Junior Melo
06/nov/2026
Em Brasil, STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet  • STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet • STF

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A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de substituir a prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti por prisão domiciliar contrariou o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, em parecer enviado ao ministro, a Procuradoria defendeu que Camisotti permanecesse preso na Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, onde está custodiado desde dezembro do ano passado.

A PGR argumentou que o elevado poder econômico, a capacidade operacional e a gravidade das condutas atribuídas aos investigados justificariam a manutenção das prisões preventivas. Segundo o órgão, a medida seria necessária para evitar a continuidade de crimes, a destruição de provas e possíveis tentativas de frustrar a aplicação da lei penal.

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Na avaliação da Procuradoria, as medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes para neutralizar esses riscos.

Mendonça, por sua vez, considerou o período já cumprido de encarceramento, a conclusão de diligências investigativas, o bloqueio de bens e valores do empresário e a possibilidade de aplicação de restrições judiciais.

Com a decisão, Camisotti ficará em prisão domiciliar sob vigilância contínua, podendo deixar a residência apenas mediante autorização judicial ou em situações emergenciais devidamente documentadas.

O ministro também determinou que a defesa entregue os passaportes do empresário às autoridades no prazo de 24 horas. Camisotti está proibido de deixar o país.

Além disso, foram impostas restrições de contato para impedir que o investigado utilize relações pessoais ou institucionais para combinar versões ou influenciar testemunhas.

As limitações econômicas também têm como objetivo dificultar uma eventual reorganização das estruturas investigadas pela Polícia Federal.

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