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Início Justiça

Urgente: Ala pró-Moraes no STF quer que Lula indique ministro logo após segundo turno: “Lula ganhando ou não”

Por Junior Melo
12/out/2026
Em Justiça
REUTERS/Mateus Bonomi

REUTERS/Mateus Bonomi

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Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) próxima aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defende que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncie um novo indicado para a Corte, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mesmo em caso de derrota na disputa pela reeleição. A avaliação, segundo apuração da CNN Brasil, é que a nomeação poderia alterar temporariamente a correlação de forças no tribunal em meio à pressão política sobre os ministros.

O nome do ex-senador Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), continua sendo considerado uma possibilidade para ocupar a cadeira. A discussão ocorre em um cenário de preocupação no Supremo com a nova composição do Senado a partir de 2027 e com o avanço das articulações em torno de possíveis pedidos de impeachment de ministros.

IMPEACHMENT DE MINISTROS ENTRA NO CENTRO DAS DISCUSSÕES

Integrantes dessa ala do STF avaliam que a possibilidade de abertura de processos contra ministros dependerá não apenas do número de senadores favoráveis à medida, mas também de outros fatores políticos e institucionais. Apesar do crescimento da bancada de direita no Senado, esses ministros não consideram inevitável que as iniciativas resultem na destituição de integrantes da Corte.

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Nos bastidores, ministros também relatam receber sinais de interlocutores ligados a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, sobre a possibilidade de manter canais de diálogo institucional com o Supremo em um eventual governo. Ao mesmo tempo, há incômodo com declarações do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que defende mudanças nas regras de tramitação dos pedidos de impeachment.

Na semana passada, Marinho se reuniu com o presidente do STF, Edson Fachin. Após o encontro, afirmou que não há intenção de vingança contra magistrados, mas declarou que o Senado não deve se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade atribuídos a ministros.

O senador também defendeu uma alteração regimental para que um pedido de impeachment apoiado por pelo menos 49 senadores possa ter sua tramitação iniciada independentemente da decisão do presidente do Senado. Atualmente, cabe ao presidente da Casa decidir se dá andamento aos pedidos.

PL TERÁ A MAIOR BANCADA DO SENADO EM 2027

O Partido Liberal elegeu 19 senadores no primeiro turno de 2026 e deverá contar com 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de fevereiro de 2027, formando a maior bancada da Casa. A nova composição aumenta a relevância das articulações em torno da presidência do Senado e da tramitação de eventuais pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.

Ainda assim, o tamanho da bancada do PL, por si só, não garante votos suficientes para destituir um ministro. O processo depende das regras legais aplicáveis e da formação de apoio entre os senadores.

DOIS CENÁRIOS SÃO DISCUTIDOS NOS BASTIDORES

Entre as hipóteses discutidas por interlocutores políticos estão uma tentativa de entendimento institucional entre um eventual governo Flávio Bolsonaro e o Supremo ou a possibilidade de Alexandre de Moraes deixar a Corte antes da eventual abertura de um processo de impeachment.

Esses cenários, porém, permanecem no campo das especulações de bastidores. Não há confirmação de que tenha sido firmado um acordo entre o candidato do PL e ministros do STF, nem de que Moraes pretenda deixar o tribunal.

A discussão sobre a indicação de um novo ministro por Lula ocorre, portanto, em meio a incertezas sobre o resultado da eleição presidencial, a composição do Senado e o futuro da relação entre os Poderes.

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