O turista mexicano Carlos Hernandez Ortiz morreu na madrugada desta terça-feira (29), após perseguir três homens que, segundo as investigações, haviam furtado seus pertences na região da Pedra do Sal, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.
Segundo informações divulgadas pela Veja nesta quarta-feira (30), cerca de três horas após o crime, agentes da Delegacia de Homicídios da Capital e da Polícia Federal localizaram o veículo usado pelos suspeitos e prenderam um dos envolvidos. Aos policiais, o homem afirmou que Carlos havia subido no capô do carro durante a fuga, mas acabou caindo e sofrendo ferimentos fatais.
Imagens de câmeras de segurança obtidas durante a investigação registraram parte da ocorrência e corroboram a dinâmica relatada pelo suspeito.
Câmeras registraram abordagem
Nas imagens, Carlos aparece caminhando nas proximidades da Praça Mauá acompanhado de dois amigos. Em determinado momento, um homem se aproxima do grupo, dança e abraça o turista. Segundo a investigação, a abordagem teria sido utilizada como distração para abrir a pochete da vítima e retirar seus pertences.
Na sequência, outro homem sai de um veículo estacionado próximo e participa da ação. Carlos percebe o furto e há uma breve discussão entre os grupos, com empurrões.
Os suspeitos entram no carro e iniciam a fuga. Carlos então sobe no veículo, que acelera e deixa o campo de visão da câmera.
Pouco depois, o equipamento registra novamente o local e mostra o turista caído e ferido na rua. Os dois amigos permanecem ao lado dele e tentam prestar auxílio.
Suspeito foi preso e autuado
A abordagem policial ocorreu por volta das 5h. Os agentes localizaram três suspeitos dentro do veículo apontado como utilizado no crime, mas dois conseguiram escapar a pé.
O homem detido foi autuado em flagrante por latrocínio, segundo a Polícia Civil. A corporação também solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva.
Em depoimento, o suspeito afirmou que já havia participado de outros crimes semelhantes. Segundo ele, o grupo chegava a furtar aproximadamente dez celulares em um único dia.
Ainda conforme o relato, os criminosos costumavam se aproximar das vítimas simulando uma interação amistosa, inclusive com abraços, para facilitar a retirada dos pertences sem levantar suspeitas.
O homem também declarou ter participado de cerca de cinco ações desse tipo e afirmou que recebia R$ 500 por cada participação.
As investigações continuam com o objetivo de localizar e prender os outros dois suspeitos envolvidos no crime.
