A execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, condenado à morte pelo ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, deverá ser transmitida ao vivo nos Estados Unidos, segundo um funcionário do Pentágono ouvido pela agência AFP nesta quinta-feira.
Segundo informações divulgadas pelo O Globo nesta quarta-feira (08), mais cedo, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, havia afirmado que a execução seria pública, em um vídeo divulgado pelo Pentágono na rede social X. A execução está prevista para 3 de dezembro, em Fort Hood, e será a primeira realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961, segundo as informações divulgadas pelas autoridades americanas.
“Ele será executado por um pelotão de fuzilamento, como deve ser, e vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público”, declarou Hegseth em conversa com o ativista conservador Jack Posobiec.
De acordo com o funcionário do Pentágono, que falou à AFP sob condição de anonimato, mais detalhes sobre a transmissão serão divulgados posteriormente.
Trump autorizou a execução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução de Hasan após uma recomendação de Hegseth. A decisão foi anunciada na segunda-feira pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Hasan, psiquiatra e ex-major do Exército americano, está no corredor da morte militar desde 2013, quando foi condenado pelo ataque ocorrido em 5 de novembro de 2009.
Durante o julgamento, ele admitiu ter atirado contra soldados na base militar e pediu desculpas pelo que chamou de “quaisquer erros”. Em sua defesa, afirmou acreditar que estava protegendo muçulmanos e o Talibã no Afeganistão.
O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos. Entre as vítimas fatais, 12 eram militares; entre os feridos, 30 também pertenciam às Forças Armadas. Hasan foi atingido por disparos de uma agente da polícia civil e ficou parcialmente paralisado.
Como funciona a execução militar nos EUA
Pelas regras militares americanas, a execução de uma pessoa condenada à morte depende de autorização presidencial e da conclusão das etapas de revisão judicial previstas no processo.
No caso de Hasan, a autorização de Trump foi anunciada após a conclusão da revisão judicial, que manteve a condenação, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
A pena de morte militar nos Estados Unidos passou por disputas jurídicas ao longo das décadas. Em 1983, o Tribunal de Apelações das Forças Armadas considerou inconstitucional a pena de morte militar; no ano seguinte, ela foi restabelecida por uma ordem do então presidente Ronald Reagan.
