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Início Brasil

PF encontra pilhas de dinheiro escondidos em adega na casa de inspetor preso em Operação Unha e carne no Rio, VEJA VÍDEO

Por Junior Melo
15/out/2026
Em Brasil
Divulgação/PF

Divulgação/PF

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A Polícia Federal encontrou cerca de R$ 40 mil escondidos em uma adega na residência do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza, em Camboinhas, Niterói, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (15).

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta quinta-feira (15), o dinheiro foi apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. José Carlos está entre os seis presos na operação, que investiga uma suposta organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro.

Além do inspetor, foram presos o deputado estadual eleito Márcio Canella, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim e outros três policiais civis: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Glaucio Paz da Silva foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, de acordo com um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Operação cumpriu mandados em sete municípios

Nesta quinta-feira, os agentes federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil acompanhou o cumprimento das ordens judiciais contra os agentes investigados.

A operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e possível participação de agentes públicos em uma estrutura de proteção a atividades criminosas. As acusações ainda estão sob investigação.

Investigação começou com suspeita de vazamento de informações

Deflagrada em dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne começou para investigar um suposto vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Com o avanço das apurações, a PF ampliou o escopo do caso e passou a investigar possíveis conexões entre agentes públicos, integrantes do crime organizado e operadores financeiros.

Nas fases anteriores, a operação atingiu diferentes nomes da política e da segurança pública fluminense. Na quinta fase, foram investigados o pastor Márcio Poncio, suspeito de ligação com a chamada Máfia do Cigarro, e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar também foi alvo da mesma etapa, segundo informações divulgadas sobre a investigação.

Na sexta fase, Márcio Canella foi preso depois que os investigadores encontraram um fuzil calibre 5,56 em situação irregular dentro de um veículo pertencente a ele, conforme a PF.

Outras etapas tiveram como alvos o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado por suspeita de vazamento de informações sigilosas, e o deputado estadual Thiago Rangel, preso sob suspeita de envolvimento em fraudes relacionadas a contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

A investigação continua em andamento, e as suspeitas atribuídas aos envolvidos dependem de apuração judicial.

ASSISTA: VÍDEO

@Metrópoles

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