O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (19), acusando o brasileiro de promover uma “campanha suja” e insinuando que poderia tentar interferir no resultado do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A disputa será entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o texto original.
Em publicação na rede social X, Milei escreveu: “Espero que seu último truque de campanha suja não inclua roubar a eleição. Esquerdista ladrão”. A mensagem foi acompanhada por um trecho de entrevista em que Lula defendeu a redução da jornada de trabalho de seis para cinco dias por semana.

Segundo informações divulgadas pelo Pleno News, na entrevista compartilhada pelo argentino, o presidente brasileiro afirmou que as mulheres não deveriam trabalhar seis dias por semana e descansar apenas um, já que também precisam realizar tarefas domésticas no dia de folga.
Milei critica declarações de Lula sobre jornada de trabalho
Ao comentar as falas do petista, Milei chamou Lula de “progresista machirulo”, expressão pejorativa que associa alguém de posições progressistas ao machismo. O argentino também acusou adversários políticos de utilizarem acusações de misoginia contra seus críticos.
“A máscara desses delinquentes está caindo”, escreveu Milei na mesma publicação.
O novo ataque ocorre em meio ao histórico de divergências entre os dois presidentes e ao apoio público de Milei a Flávio Bolsonaro. No primeiro debate televisionado entre Lula e o candidato do PL, realizado no domingo (18), o brasileiro associou Jair Bolsonaro a Milei e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Presidente argentino já havia apoiado Bolsonaro
Milei também manifestou apoio a Bolsonaro durante o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula registrou 45,16%, de acordo com os números citados no texto original.
Após o resultado, o presidente argentino publicou uma mensagem afirmando que a reação dos mercados demonstrava o desempenho de um candidato de direita diante de um adversário de esquerda.
As divergências entre Milei e Lula se acumulam desde o início de seus respectivos mandatos. Em julho, o argentino chamou o presidente brasileiro de “presidiário” e “ladrão”. O episódio levou o governo brasileiro a convocar para consultas seu embaixador em Buenos Aires.
Relação econômica mantém importância estratégica
Apesar dos confrontos verbais, Brasil e Argentina mantêm uma relação econômica estratégica. Os dois países estão entre as maiores economias do Mercosul, e o Brasil figura entre os principais parceiros comerciais argentinos.
A troca de críticas entre os presidentes, portanto, ocorre em paralelo à importância dos vínculos comerciais e diplomáticos entre os dois países.
