Em diálogo com Roberta Luchsinger, filho de Lula ironizou o consumo de champanhe por mulheres em encontro atribuído ao então ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
Mensagens trocadas entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Roberta Luchsinger revelam uma conversa sobre uma suposta festa envolvendo o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, mulheres e bebidas em um hotel de luxo em São Paulo. O diálogo ocorreu pelo WhatsApp, em agosto de 2023, e foi divulgado pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
Na conversa, Roberta contou que teria encontrado o ex-ministro no hotel Palácio Tangará, durante um jantar com o empresário Léo Slezynger, da Unigel. Segundo o relato enviado a Lulinha, Juscelino estava acompanhado de Frederico de Siqueira Filho, então presidente da Telebras, de um secretário-executivo e de outras cinco mulheres.
Roberta descreveu o encontro como uma festa regada a bebidas e relatou que o grupo estaria se dirigindo a uma suíte do estabelecimento, onde, segundo ela, aconteceria uma relação sexual coletiva.
Ao receber as mensagens, Lulinha reagiu com surpresa e ironia. Depois que Roberta mencionou que as mulheres estavam consumindo champanhe no hotel, o filho do presidente respondeu: “Tadinha… elas também merecem… puta só pode beber Campari agora”.
O episódio foi relatado por Roberta nas mensagens, mas o conteúdo da conversa, isoladamente, não comprova que os acontecimentos tenham ocorrido exatamente como descritos.
Conversas também mencionam suposto uso de aviões da FAB
Em outro trecho do diálogo, Roberta compartilhou uma informação atribuída a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha. Segundo ela, Juscelino Filho utilizaria frequentemente aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens relacionadas a atividades de lazer.
Na mensagem, Roberta questionou as justificativas apresentadas para esses deslocamentos. Lulinha, por sua vez, respondeu com ironia sobre o comportamento atribuído ao então ministro.
Lulinha e Roberta são investigados pela Polícia Federal
As mensagens vieram à tona em meio às investigações envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger sobre suspeitas de fraudes e desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Polícia Federal apura possíveis conexões entre os dois e o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. As investigações também alcançam outros episódios relacionados a supostas práticas de tráfico de influência.
Entre as apurações em andamento estão suspeitas envolvendo a atuação de Lulinha, Roberta e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negócios relacionados à comercialização de medicamentos derivados de cannabis. Os dois primeiros também aparecem em investigações sobre pagamentos a pessoas ligadas ao entorno presidencial e possíveis irregularidades envolvendo a Dataprev.
Lulinha também teria mantido relações comerciais com o Careca do INSS por meio da empresa Cannabis World. Os dois realizaram viagens a Portugal e à Espanha, onde o filho do presidente reside desde o ano passado, conforme informações divulgadas pela imprensa.
A defesa de Lulinha questiona a autenticidade das mensagens atribuídas a ele e afirma que o empresário não praticou irregularidades ou ilícitos. Também declarou que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
