A Justiça Desportiva decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (23), revogar a liminar que autorizava a jogadora Tifanny Abreu, de 41 anos, a disputar partidas da Superliga Feminina de vôlei. Com a decisão, a atleta volta a ficar impedida de participar da competição.
A autorização anterior havia sido concedida pela Justiça do Rio de Janeiro e permitiu que Tifanny entrasse em quadra no confronto contra o Praia Clube, pela Supercopa, e diante do Brasília, na rodada de estreia da Superliga.
Decisão envolve regra de elegibilidade da CBV
O caso está relacionado à nova política de elegibilidade anunciada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) em agosto. A regra estabelece a exigência de teste genético com resultado negativo para o gene SRY como condição para participação na categoria feminina.
A liminar havia suspendido, para a atleta, os efeitos práticos da restrição, permitindo sua participação nas partidas enquanto a disputa judicial seguia em andamento. Com a revogação, essa autorização deixa de valer no âmbito da decisão anterior.
Defesa pretende recorrer
Após o novo julgamento, a defesa de Tifanny pretende recorrer à Justiça comum para tentar reverter o impedimento. A continuidade do caso dependerá dos próximos passos judiciais e de eventuais decisões sobre a aplicação da política de elegibilidade da CBV.