A consultoria internacional de risco político Eurasia Group analisou fatores que podem influenciar o segundo turno da eleição presidencial de 2026, disputado entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o relatório considera o comparecimento às urnas, a transferência de votos dos candidatos eliminados no primeiro turno e a avaliação do eleitorado sobre segurança pública, corrupção e situação econômica.
Um dos pontos destacados é o possível impacto da abstenção. A consultoria avalia que diferenças no comparecimento de eleitores podem alterar o resultado da disputa, dependendo de como cada grupo de votantes se comportar no segundo turno.
O documento também aborda as dificuldades de ampliar o apoio entre eleitores que votaram em outros candidatos na primeira etapa da eleição. A conquista desses votos é um dos fatores considerados na análise do cenário eleitoral.
Segurança e economia no debate eleitoral
A Eurasia aponta que a segurança pública e a corrupção estão entre os temas que representam desafios para a campanha de Lula. A insatisfação econômica de parte da classe média também aparece como um fator relevante na avaliação da consultoria.
O relatório considera, contudo, que propostas relacionadas à segurança e ao custo de vida, assim como os debates eleitorais e as medidas econômicas do governo, podem influenciar a movimentação dos eleitores na reta final da campanha.
As conclusões fazem parte da análise de risco político da consultoria. Projeções desse tipo estão sujeitas a mudanças conforme surgem novas informações e o comportamento do eleitorado se modifica até a votação.