A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Justiça após a divulgação de um vídeo criado com inteligência artificial que simula uma agressão física contra ela. Segundo informações publicadas com exclusividade pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, a ação foi ajuizada em 7 de outubro e tem como réus a Meta, empresa responsável pelo Instagram, e Leandro Viana, administrador do perfil “Leandro Viana – A Voz da Bahia”.
O conteúdo questionado foi publicado no Instagram em 6 de outubro. No vídeo, produzido por inteligência artificial, o deputado federal Nikolas Ferreira aparece dando um tapa no rosto de Erika Hilton, que cai no chão. A publicação foi acompanhada da frase “Toma Puta”.
Deputada aponta violência e discriminação
No processo, Erika Hilton argumenta que a publicação ultrapassa os limites da liberdade de expressão ao retratar e celebrar uma agressão contra uma parlamentar. Ela também questiona o uso da imagem de Nikolas Ferreira, seu opositor político, em uma cena produzida artificialmente.
A deputada sustenta que o conteúdo apresenta caráter misógino e discriminatório. Segundo a ação, o perfil responsável pela publicação também divulgaria materiais semelhantes, criados por inteligência artificial para promover determinadas narrativas políticas.
Erika pede remoção do vídeo e indenização
Entre os pedidos apresentados à Justiça, a parlamentar solicita uma decisão liminar para retirar imediatamente o vídeo do Instagram.
No julgamento definitivo, ela pede que Leandro Viana seja condenado ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais. Também requer que a Meta remova definitivamente o material da plataforma.
A ação inclui ainda um pedido para que sejam adotadas medidas destinadas à identificação dos dados pessoais do responsável pela publicação.
Os pedidos apresentados pela deputada ainda dependem de análise judicial. O ajuizamento da ação, por si só, não representa uma decisão definitiva sobre a responsabilidade dos réus.
