O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, ironizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma declaração feita pelo petista durante um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11).
Em publicação na rede social X, Ciro afirmou que recebeu uma ligação de um ministro do governo Lula, que teria pedido desculpas pela fala do presidente e atribuído o episódio a um suposto “princípio de esclerose”.
“Sobre a fala do presidente Lula hoje na Paulista se referindo a mim, um ministro dele me ligou para se desculpar e falou que é por conta do princípio de esclerose, acho que ele tem razão”, escreveu o senador.
Lula diz que governador do Piauí enterrou carreira política de Ciro
Durante o evento, realizado nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Lula apresentou ao público governadores petistas reeleitos no Nordeste. Ao mencionar Rafael Fonteles, governador do Piauí, o presidente declarou:
“Gente, outra novidade política. O companheiro Rafael Fonteles, reeleito governador do Piauí. E o mais importante: é que ele enterrou a carreira política do Ciro Nogueira”.
Ciro, porém, não disputou o governo do Piauí, mas uma vaga no Senado pelo estado.
Resultado das eleições no Piauí
Rafael Fonteles foi reeleito governador no primeiro turno, com 70,9% dos votos. Na disputa pelo Senado, Ciro Nogueira terminou em terceiro lugar, com 24%, segundo os números apresentados no levantamento original.
As duas vagas foram conquistadas por Marcelo Castro (MDB), que obteve 35%, e Júlio César (PSD), conhecido como “Julim do Lula”, com 27%.
Na eleição presidencial no Piauí, Lula recebeu 70,99% dos votos, percentual próximo ao obtido por Fonteles na disputa estadual.
Emenda sobre o FGC e investigação do Banco Master
Ciro Nogueira também foi citado em informações relacionadas à investigação envolvendo o Banco Master. Segundo o relato original, mensagens interceptadas pela Polícia Federal e divulgadas em maio teriam motivado uma nova fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com as informações atribuídas à investigação, o banqueiro Daniel Vorcaro teria realizado pagamentos mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ao senador.
As apurações também envolvem uma emenda apresentada por Ciro à proposta de emenda constitucional sobre a autonomia do Banco Central. O texto aumentaria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A emenda foi descrita no material original como um dispositivo sem relação direta com o objeto inicial da proposta e teria sido elaborada pela assessoria de Vorcaro. As informações sobre os pagamentos e a participação do senador devem ser tratadas como alegações vinculadas à investigação, e não como fatos definitivamente comprovados.
Fonte: Crusoé
