João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) e um dos nomes presos durante a Operação Lava Jato, mudou-se para a Itália há cerca de três meses, segundo informações divulgadas pela reportagem original. O petista teria obtido cidadania italiana antes de deixar o Brasil.
A mudança ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao Banco Master, que passaram a envolver suspeitas sobre pessoas ligadas ao núcleo político do PT.
Mudança para a Europa ocorre em meio a investigações
De acordo com a publicação, a transferência de Vaccari para a Itália chamou a atenção de investigadores pelo momento em que ocorreu. A reportagem relaciona a mudança ao avanço das apurações sobre o caso Master, embora a interpretação de que a saída represente uma fuga deva ser atribuída às fontes que sustentam essa hipótese.
O ex-tesoureiro ganhou notoriedade nacional durante a Lava Jato, quando foi preso no contexto das investigações sobre corrupção na Petrobras.
Suspeita de pedido de propina de R$ 1 bilhão
A reportagem também associa o nome de Vaccari a uma acusação de que ele teria pedido R$ 1 bilhão em propina relacionada ao Banco Master. A natureza dessa suspeita, seus fundamentos e a eventual existência de uma acusação formal precisam ser diferenciadas de uma condenação judicial.
O caso Master segue no centro de questionamentos sobre relações entre agentes políticos, empresários e instituições financeiras. A mudança de Vaccari para a Itália acrescenta um novo elemento à repercussão do episódio, mas, isoladamente, não comprova envolvimento criminal nem intenção de escapar das autoridades.
