Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começaram a migrar para o Telegram após Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O grupo chegou a reunir mais de 3 milhões de participantes durante o segundo turno.
Até a manhã de domingo (11), mais de 100 mil pessoas haviam se inscrito no canal do Telegram utilizado para mobilizar apoiadores de Lula. Diante da possibilidade de suspensão do grupo original, Janones convocou os integrantes a continuar a campanha nas redes sociais.
“Vão derrubar o nosso canal. É uma tentativa clara de censura”, afirmou o deputado em vídeo publicado nas redes.
Flávio Bolsonaro pede suspensão
Na ação apresentada ao TSE, Flávio Bolsonaro acusa Janones, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) de abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação.
O senador solicita a suspensão do canal no WhatsApp e do perfil @janones.apoio, no Instagram, além da remoção de publicações que considera irregulares.
Segundo a campanha de Flávio, Janones distribuía “missões” aos participantes para ampliar o alcance de conteúdos contrários ao candidato. Entre as publicações questionadas estariam alegações de que Flávio desistiria da disputa, reduziria aposentadorias, extinguiria o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e cancelaria o aumento do Bolsa Família.
As acusações fazem parte da ação apresentada ao TSE e ainda devem ser analisadas pela Justiça Eleitoral.