O ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25), e afirmou respeitar a decisão dos eleitores. Em declaração à imprensa, Caiado disse que aceitar o resultado da apuração é uma postura coerente com os princípios democráticos.
“Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica. Nós nunca tivemos uma posição que não fosse de respeito, seja ao painel no Congresso Nacional, seja às urnas no final da sua apuração”, declarou.
Caiado estava acompanhado da esposa, Gracinha Caiado (União Brasil), eleita senadora, e do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Durante a manifestação, ele também destacou a expectativa de mudança política que, segundo afirmou, orientou sua atuação durante a disputa eleitoral.
“O sentimento de que nós trabalhamos é de uma grande mudança no país, uma renovação. Esse é o ponto a que todos nós lutamos favoravelmente, era buscar essa virada de página”, disse.
O ex-candidato acrescentou que ele, Gracinha e Daniel Vilela acreditaram na proposta de renovação e trabalharam em favor dessa ideia.
Resultado do segundo turno
Com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, totalizando 64.256.232 votos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 48,21%, o equivalente a 59.826.041 votos, segundo os números apresentados no balanço eleitoral.
Após a totalização, Flávio afirmou que não reconhece o resultado e anunciou que pretende pedir a anulação das eleições.
Lula amplia votação entre os turnos
Na comparação entre o primeiro e o segundo turno, Lula ampliou sua votação em aproximadamente 10,4 milhões de votos, passando de cerca de 53,8 milhões para 64,2 milhões.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, aumentou sua votação em aproximadamente 3,7 milhões de votos, de cerca de 56,1 milhões para 59,8 milhões.
Os números mostram que ambos ampliaram o total de votos entre as duas etapas da eleição, mas Lula terminou o segundo turno à frente do adversário.
FONTE: CNN Brasil
