O advogado americano Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, criticou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da TV Band, realizado no domingo (18). Em publicações na rede social X, De Luca classificou a fala como um possível recado de perseguição política ao adversário do petista.
Durante o debate, Lula afirmou que Flávio poderia enfrentar consequências judiciais após o segundo turno, marcado para domingo (25), caso não fosse reeleito para um cargo público. “Você se prepare, porque no dia 25, você vai perder imunidade e você vai ter problema, porque a sua vida tem muito inquérito que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar”, declarou o presidente.
Ao compartilhar o trecho, De Luca escreveu que havia pessoas interpretando a declaração como um “recado mafioso”. Em outra publicação, o advogado voltou a criticar Lula e ironizou a possibilidade de investigações serem utilizadas contra adversários políticos.
“Lula, nós já entendemos. Prenda seus oponentes se não conseguir vencê-los nas urnas. Prenda os filhos deles também, por via das dúvidas”, escreveu.
FLÁVIO PODE PERDER PRERROGATIVAS PARLAMENTARES
Flávio Bolsonaro ocupa uma cadeira no Senado desde 2019 e, caso não conquiste outro mandato eletivo, deixará de contar com as prerrogativas vinculadas ao cargo parlamentar ao fim do mandato. A perda dessas prerrogativas, porém, não significa que investigações serão automaticamente abertas ou retomadas: o andamento de cada procedimento depende de seus fundamentos jurídicos e das decisões das autoridades competentes.
De Luca já havia manifestado apoio à candidatura de Flávio. A manifestação ocorre em meio à disputa entre o senador e Lula pela Presidência da República e à troca de acusações entre os candidatos durante a campanha.
AÇÃO CONTRA ALEXANDRE DE MORAES NOS EUA
O advogado representa a Trump Media & Technology Group e a Rumble em uma ação judicial apresentada em fevereiro de 2025 contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na Justiça federal da Flórida. As empresas contestam medidas determinadas pelo magistrado relacionadas à plataforma e alegam que elas violam normas e garantias previstas na legislação americana. Essas alegações fazem parte da argumentação das autoras no processo.
A Trump Media é responsável pela rede social Truth Social, ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Rumble, por sua vez, fornece serviços de infraestrutura tecnológica à plataforma.
Em maio de 2026, Moraes foi notificado judicialmente para responder à ação nos Estados Unidos, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil. O processo segue no âmbito da Justiça americana.
