O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (4) estar preocupado com a realização das eleições de 2026 e com a possibilidade de o candidato ser preso.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), as investigações relacionadas ao Banco Master e o conflito entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Marinho questionou a atuação de integrantes do Judiciário e da Polícia Federal e afirmou temer que a crise institucional tenha consequências sobre o processo eleitoral.
Críticas ao STF
O senador é um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro na campanha presidencial e vem fazendo críticas à atuação do Supremo em meio aos desdobramentos do caso Banco Master.
A crise se intensificou após a divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne parte desse material.
Na quinta-feira (3), Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de investigação contra Mendonça. Nesta sexta-feira, Fachin retirou o pedido do âmbito do inquérito das fake news e determinou que o caso tramite sob a Presidência da Corte.
Eleições no centro da preocupação
Para Rogério Marinho, o ambiente de tensão entre instituições aumenta a incerteza sobre o processo eleitoral de 2026.
A preocupação com uma eventual prisão de Flávio Bolsonaro ocorre enquanto o senador aparece entre os principais nomes da disputa presidencial. Pesquisas divulgadas nesta semana mostram uma disputa acirrada entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenários de segundo turno.
Apesar da declaração de Marinho, não há, nas informações apresentadas, confirmação de que exista atualmente uma ordem de prisão contra Flávio Bolsonaro. A possibilidade foi mencionada pelo senador no contexto de sua avaliação sobre a crise institucional.
As declarações de Marinho ocorrem em um momento em que o conflito entre integrantes do STF e seus desdobramentos políticos passaram a ocupar espaço central na campanha presidencial.