O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar, a partir de outubro, brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe para pacientes com determinados tipos e estágios de câncer de pulmão.
Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição será gradual e poderá beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas. Os medicamentos fazem parte da implantação da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), nova política voltada à organização da compra e do financiamento de tratamentos contra o câncer.
Apesar de os três medicamentos terem sido apresentados como novas ofertas, as incorporações ocorreram em anos diferentes. O gefitinibe foi aprovado para o SUS em 2013, o durvalumabe em 2024 e o brigatinibe em 2025. A novidade agora está relacionada à estruturação do fornecimento dentro do novo modelo.
O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo e indicados para pacientes cujos tumores apresentam alterações moleculares específicas. Já o durvalumabe é uma imunoterapia, que atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.
O brigatinibe será destinado a pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas, localmente avançado ou metastático, que apresentem alteração ALK positiva. Já o gefitinibe é indicado para casos avançados ou metastáticos que tenham mutação no gene EGFR.
O durvalumabe, por sua vez, será utilizado em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio III, que não podem ser submetidos à cirurgia e cuja doença não tenha avançado após quimioterapia e radioterapia.
De acordo com o Ministério da Saúde, brigatinibe e gefitinibe podem custar, juntos, mais de R$ 604 mil por ano na rede privada. O tratamento com durvalumabe pode ultrapassar R$ 643 mil anuais.
A AF-Onco prevê ainda a disponibilização de outros medicamentos de alto custo. Ao todo, são 23 tratamentos, com expectativa de beneficiar mais de 100 mil pacientes e orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões.
A distribuição, no entanto, não ocorrerá de forma imediata para todos os pacientes. O governo prevê uma implementação gradual, que dependerá das negociações com fabricantes, aquisição dos medicamentos e organização dos serviços responsáveis pelo atendimento.
Com informações de G1
