O PT votou contra uma emenda que buscava proibir cassinos online, incluindo modalidades como o chamado “jogo do tigrinho”, durante a votação do projeto que regulamentou as apostas de quota fixa no Congresso, em 2023.
Às vésperas da eleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a defender restrições a essas modalidades e deve anunciar novas medidas. Uma das alternativas em discussão é a proibição específica dos cassinos online.
Em 2023, porém, o PT orientou voto contrário, no Senado, a uma emenda apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) que pretendia barrar os cassinos virtuais.
“Não estamos criando nem autorizando. Estamos apenas regulamentando, por isso orientamos voto ‘não’”, afirmou na ocasião o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Os únicos senadores do PT que votaram a favor da emenda foram Teresa Leitão (PE) e Humberto Costa (PE).
Apesar da orientação contrária dos governistas, a emenda foi aprovada pelo plenário do Senado, com 37 votos favoráveis.
Votação na Câmara
Na Câmara dos Deputados, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou um destaque para tentar manter a proibição dos cassinos online aprovada pelo Senado.
“Se queremos salvar os brasileiros dessa mazela, temos que aprovar esse destaque. Cassinos fazem um dano enorme ao patrimônio de milhares de famílias. Se existe alguma coisa pior, eu quero conhecer. Vamos salvar pelo menos este mal”, declarou Sóstenes durante a sessão.
PT e governo também orientaram voto contrário ao destaque. Segundo o texto, nenhum dos 58 deputados petistas presentes votou a favor da proibição dos cassinos online.
Com a orientação do governo, o destaque foi rejeitado e as apostas virtuais foram mantidas no projeto.
“Não adianta a gente negar que um problema não existe. Se existe, temos que tratar. Por isso, nós seguimos o que nosso relator colocou”, afirmou a deputada Dandara (PT-MG), ao orientar a bancada.
Mudança de posicionamento
Procurada, a bancada do PT afirmou que, em 2023, o governo buscava regulamentar um mercado que havia operado sem regras durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de ampliar a fiscalização.
O partido afirmou, porém, que as plataformas posteriormente se mostraram danosas e, por isso, houve mudança de posicionamento.
Neste ano, a liderança do PT apresentou um projeto de lei que busca proibir as bets.
