O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta terça-feira (15) um novo estado de emergência por 60 dias em oito das 24 províncias do país, além de três cantões. A medida foi adotada diante do agravamento da violência associada ao crime organizado.
O decreto abrange as províncias de El Oro, Esmeraldas, Guayas, Los Ríos, Manabí, Pichincha, Santa Elena e Santo Domingo de los Tsáchilas. Também estão incluídos os cantões de Camilo Ponce Enríquez, em Azuay; Las Naves, em Bolívar; e La Maná, em Cotopaxi.
A medida suspende, nas áreas abrangidas, os direitos à inviolabilidade do domicílio e da correspondência. Com isso, as forças de segurança podem ampliar as operações, incluindo a realização de buscas e apreensões conforme as regras estabelecidas no decreto.
Toque de recolher em quatro províncias
O governo também oficializou um toque de recolher que começa nesta quinta-feira (17) e segue até 30 de setembro nas províncias de Guayas, Manabí, Los Ríos e El Oro.
A nova medida ocorre em meio à persistência da violência no país, que levou o governo de Noboa a ampliar o emprego das Forças Armadas e da polícia no combate às organizações criminosas.
Desde que assumiu a Presidência, em novembro de 2023, Noboa já adotou diferentes medidas de exceção e restrições de circulação em resposta à escalada da criminalidade.
Cooperação com os Estados Unidos
O Equador também mantém uma cooperação de segurança ampliada com os Estados Unidos. Segundo a Human Rights Watch, Washington aprofundou a parceria com o governo equatoriano, fornecendo equipamentos, treinamento, inteligência e, mais recentemente, apoio militar direto.
O governo equatoriano também confirmou anteriormente operações de segurança na região de fronteira com a Colômbia, em meio ao combate ao narcotráfico.
A nova ofensiva ocorre enquanto o país enfrenta uma disputa entre organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas e em outros crimes, como extorsões e sequestros.
Equador enfrenta escalada da violência
A violência relacionada ao crime organizado permanece como um dos principais desafios de segurança do Equador. O novo estado de exceção representa mais uma ampliação das medidas adotadas pelo governo para tentar conter a atuação das organizações criminosas.
Com informações de Folha de S. Paulo
