O Polo Norte magnético continua se deslocando e já percorreu mais de 2.250 quilômetros desde que foi identificado pela primeira vez, em 1831. O movimento ocorre em direção à Sibéria e está obrigando cientistas e empresas de tecnologia a atualizarem os modelos usados por sistemas de navegação em todo o mundo.
A mudança afeta equipamentos que utilizam o campo magnético da Terra como referência, incluindo aviões, navios, satélites, bússolas digitais e smartphones.
Por que o Polo Norte magnético está mudando?
O campo magnético terrestre é gerado pelo movimento de ferro e níquel líquidos no núcleo externo do planeta. Como esse material está em constante circulação, o campo magnético também muda ao longo do tempo.
Por isso, o Polo Norte magnético não coincide com o Polo Norte geográfico e nunca permanece na mesma posição.
Modelo mundial é atualizado periodicamente
Para acompanhar essas alterações, cientistas utilizam o World Magnetic Model (WMM), desenvolvido pela NOAA e pelo British Geological Survey.
A versão mais recente, WMM2025, entrou em vigor no fim de 2024 e será utilizada até o final de 2029. O modelo fornece dados atualizados sobre a declinação magnética para aplicações civis e militares.
O que muda para quem usa celular ou GPS?
A atualização melhora a precisão de sistemas que dependem do campo magnético para indicar direção.
Entre os equipamentos que utilizam essas informações estão:
- aviões e sistemas de navegação aérea;
- navios e submarinos;
- satélites;
- bússolas digitais de celulares;
- aplicativos de mapas e orientação.
Não há risco para usuários
Apesar do deslocamento expressivo, especialistas afirmam que o movimento do Polo Norte magnético é gradual e não provoca mudanças repentinas no funcionamento de GPS, celulares ou sistemas de navegação.
As atualizações periódicas do modelo magnético existem justamente para compensar essas alterações e manter a precisão dos equipamentos em todo o planeta.