A Cripta Imperial, onde estão os restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia, será reaberta ao público nesta segunda-feira (7), data que marca os 204 anos da Independência do Brasil.
Localizado no subsolo do Monumento à Independência, no Parque da Independência, em São Paulo, o espaço estava fechado desde 2022 e passou por um processo de revitalização que recebeu investimento de R$ 5,3 milhões.
Cerimônia marca reabertura
A programação começa às 14h30, com a cerimônia oficial de reabertura. Na sequência, às 15h, o Ensemble FTM, grupo musical ligado à Fundação Theatro Municipal de São Paulo, fará uma apresentação.
Até as 17h, o público poderá participar de visitas guiadas à cripta.
O quarteto é formado por Marcos Kiehl, na flauta; Alex Ximenes e Teco Nicolai, nos violinos; e Sandro Francischetti, no violoncelo. O repertório reúne obras que vão da música barroca a gêneros populares e contemporâneos, como samba, rock e baião.
Nova exposição conta a história do espaço
Com a reabertura, o Museu da Cidade de São Paulo também inaugura a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues.
A mostra aborda a construção do Monumento à Independência e da própria cripta, destacando o papel desses espaços na preservação e na representação de acontecimentos importantes da história brasileira.
Na vizinha Casa do Grito, outra exposição apresenta a história da construção em pau a pique e sua relação com a famosa obra “Independência ou Morte”.
As duas exposições podem ser visitadas de terça-feira a domingo, das 9h às 17h.
Espaço recebeu melhorias
Durante a revitalização, a Cripta Imperial ganhou novos banheiros, adaptações de acessibilidade, sistema de climatização e melhorias na área destinada às exposições.
Também foram realizados trabalhos de conservação do bronze próximo aos sarcófagos, além da instalação de mármore amarelo no teto e outros reparos estruturais.
Os restos mortais de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e Dona Amélia permaneceram em seus locais originais durante todo o período das obras.
Ao todo, a cripta ficou fechada por aproximadamente três anos e nove meses.
Monumento e Casa do Grito também passaram por obras
A intervenção não ficou restrita à cripta. O Monumento à Independência recebeu serviços de limpeza e conservação, enquanto a Casa do Grito passou por reforma, incluindo tratamento de trincas, pintura e implantação de novos acessos externos.
Para o secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente, a reabertura representa uma oportunidade de aproximar a população de um dos locais mais simbólicos da história do país.
A Cripta Imperial e a Casa do Grito integram o Museu da Cidade de São Paulo, conjunto formado por espaços históricos construídos entre os séculos XVII e XX.