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Início Brasil

Nova pesquisa BTG/Nexus mostra Lula e Flávio em disputa acirrada a três semanas da eleição, VEJA NÚMEROS

Por Junior Melo
14/set/2026
Em Brasil, Eleições, Política
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Ton Molina/GettyImages | Saulo Cruz/Agência Senado)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Ton Molina/GettyImages | Saulo Cruz/Agência Senado)

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A três semanas do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a aparecer numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (14). Lula tem 47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos e, portanto, configura empate técnico entre os dois.

Na pesquisa anterior, Flávio havia aparecido numericamente à frente de Lula pela primeira vez, com 46% contra 45%. Agora, o senador manteve o mesmo percentual, enquanto Lula oscilou dois pontos para cima.

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O levantamento foi realizado entre 11 e 13 de setembro, período marcado por novos desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a abertura de sigilos nos casos Master e Dark Horse. A pesquisa, porém, não permite relacionar diretamente as oscilações eleitorais a esses episódios.

Lula e Flávio ampliam vantagem no primeiro turno

No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula passou de 39% para 42%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 35% para 37%.

A diferença entre os dois passou de quatro para cinco pontos percentuais.

O escritor Augusto Cury, que havia registrado 11% duas semanas atrás e 9% na rodada anterior, caiu agora para 6%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos tem 2%, enquanto Romeu Zema e Samara registram 1% cada.

Brancos, nulos e nenhum somam 4%. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Cenário estimulado:

  • Lula: 42%
  • Flávio Bolsonaro: 37%
  • Augusto Cury: 6%
  • Ronaldo Caiado: 5%
  • Renan Santos: 2%
  • Zema: 1%
  • Samara: 1%
  • Rui Costa Pimenta: 0%
  • Hertz Dias: 0%
  • Edmilson Costa: 0%
  • Wilson Grassi: 0%
  • Clariana Barão: 0%
  • Branco/Nulo/Nenhum: 4%
  • Não sabe/Não respondeu: 2%

Na pesquisa espontânea, Lula passou de 39% para 40%, enquanto Flávio cresceu de 31% para 34%. Cury aparece com 5%, Caiado e Renan Santos têm 2% cada e Zema registra 1%. Os indecisos somam 10%.

Lula volta a aparecer à frente de todos os adversários no 2º turno

A pesquisa também mostra Lula numericamente à frente dos demais candidatos testados em cenários de segundo turno.

Na rodada anterior, Augusto Cury aparecia numericamente à frente do presidente, com 45% contra 43%. Agora, Lula passou a registrar 45%, contra 42% do escritor.

Nos demais cenários, Lula aparece com 47% contra 41% de Ronaldo Caiado; 49% contra 39% de Zema; e 48% contra 37% de Renan Santos.

Segundo turno:

  • Lula x Flávio Bolsonaro: 47% x 46%
  • Lula x Ronaldo Caiado: 47% x 41%
  • Lula x Zema: 49% x 39%
  • Lula x Renan Santos: 48% x 37%
  • Lula x Augusto Cury: 45% x 42%

Com isso, Lula volta a liderar numericamente todos os cenários de segundo turno testados pela Nexus.

Eleitores mantêm decisão sobre o voto

O levantamento aponta que 83% dos eleitores que escolheram algum candidato no primeiro turno afirmam que a decisão já está tomada e não deve mudar. Outros 17% admitem trocar de voto.

Entre os eleitores de Lula, 89% dizem que não pretendem mudar de escolha. Entre os que optam por Flávio, o índice é de 86%.

Augusto Cury e Renan Santos têm 65% de voto consolidado. Caiado registra 48%, enquanto Zema aparece com 30%.

Entre os 17% que ainda admitem mudar de voto, Cury é a principal segunda opção, citado por 17%. Lula aparece com 14%, seguido por Caiado, com 13%, e Flávio, com 12%. Renan Santos tem 9% e Zema, 7%.

A partir da firmeza das escolhas e das segundas opções, a Nexus calcula um piso de 38% e um teto de 44% para Lula. Flávio varia entre 32% e 39%, enquanto Cury fica entre 4% e 9%.

Lula aumenta potencial de voto

O potencial de voto de Lula passou de 47% para 50%. O de Flávio Bolsonaro subiu de 47% para 48%.

Entre os entrevistados, 38% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, enquanto 12% afirmam que poderiam escolhê-lo, mas também consideram outro nome.

No caso de Flávio, 30% apontam o senador como única opção e 18% dizem que poderiam votar nele, mas também avaliam outro candidato.

A rejeição de Lula oscilou de 49% para 48%. A de Flávio permaneceu em 50% pela terceira semana consecutiva.

Augusto Cury aparece com potencial de voto de 42% e rejeição de 33%. Caiado tem 37% de potencial e 39% de rejeição. Zema registra 31% e 42%, respectivamente, enquanto Renan Santos tem 24% de potencial e 43% de rejeição.

Aprovação do governo Lula sobe

A aprovação do governo Lula também oscilou positivamente. O índice passou de 45% para 47%, enquanto a desaprovação caiu de 50% para 49%.

Com isso, a diferença entre aprovação e desaprovação diminuiu de cinco para dois pontos percentuais.

Na avaliação qualitativa, 37% classificam o governo como ótimo ou bom, 18% como regular e 44% como ruim ou péssimo.

Brasileiros apontam melhora em renda e educação

A pesquisa também perguntou aos entrevistados como diferentes aspectos de suas vidas mudaram desde o início do atual governo.

Na renda, 41% afirmam que houve melhora, enquanto 29% percebem piora. Em relação ao bem-estar geral, 40% apontam melhora e 27%, piora.

Na educação, 40% avaliam que houve melhora, contra 31% que consideram que a situação piorou.

Os resultados são menos favoráveis em segurança, poder de compra e capacidade de poupança ou investimento.

Na segurança, 45% dizem que houve piora, contra 24% que percebem melhora. No poder de compra, 43% apontam piora e 36%, melhora. Já na capacidade de poupar ou investir, 36% dizem que a situação piorou, enquanto 30% afirmam ter melhorado.

Na saúde, 35% percebem melhora e 32%, piora.

Metodologia

A 14ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone, entre 11 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04076/2026.

Com informações de VEJA

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