O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ex-presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Antônio Carlos Nunes de Lima, morreu neste domingo (13), aos 87 anos, em Belém (PA). Segundo as informações divulgadas, a morte ocorreu em decorrência de complicações após uma cirurgia na cabeça.
Conhecido como Coronel Nunes, ele esteve à frente da CBF de forma interina em 2017, após Marco Polo Del Nero ser suspenso pela FIFA por suspeita de corrupção. Nunes permaneceu no comando da entidade até 2019 e voltou a assumir a presidência em junho de 2021, quando Rogério Caboclo foi afastado por 30 dias.
A CBF lamentou a morte do ex-presidente em seu site oficial. O atual presidente da entidade, Samir Xaud, destacou a trajetória de Nunes no futebol.
“A CBF lamenta o falecimento do coronel Nunes, com uma história pautada pelo fortalecimento do futebol no seu Estado, Pará, e no Brasil. Neste momento de profunda dor e tristeza, manifestamos nossos sentimentos aos seus familiares e amigos”, afirmou Xaud.
O Paysandu, clube pelo qual Coronel Nunes passou, também divulgou uma nota de pesar. O clube destacou que ele fazia parte da equipe durante a conquista do primeiro título nacional do Paysandu, em 1991.
Em homenagem ao ex-presidente, o clube pediu que fosse respeitado um minuto de silêncio antes da partida contra a Ferroviária, marcada para este domingo, às 16h, em Araraquara.
Voto no Marrocos marcou passagem pela CBF
Um dos episódios marcantes da passagem de Coronel Nunes pela presidência da CBF ocorreu durante a votação para definir a sede da Copa do Mundo de 2026.
Na ocasião, Nunes votou no Marrocos, apesar de os países da Conmebol terem apoiado a candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México. O voto contrariou um acordo que havia sido formalizado em documento meses antes.
Nunes afirmou que acreditava que a votação fosse secreta e disse que queria dar ao país africano a oportunidade de sediar a Copa do Mundo pela primeira vez.
“Estados Unidos e México já fizeram Copa, não é? Seria bom se fosse Marrocos”, disse Antônio Carlos Nunes durante um evento da FIFA em 2018.
Apesar do voto, a candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México venceu a disputa.
Com informações de ND+
