Em documento de 44 páginas protocolado na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes citou os ataques de 8 de janeiro de 2023 ao apresentar sua defesa antes da sessão que analisará o relatório da Polícia Federal (PF) sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao mencionar uma suposta “vingança” de pessoas que, segundo ele, tentaram “acabar com a democracia” no país, Moraes relacionou o caso aos episódios de janeiro de 2023 e à atuação dos Três Poderes após os ataques.
Segundo a análise apresentada no texto, a estratégia, porém, não teria obtido apoio do campo governista. A avaliação é de que setores ligados ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerariam Moraes um possível risco para o projeto de reeleição do presidente.
O texto também afirma que Moraes estaria sem apoio significativo na opinião pública e com pouca sustentação política fora do STF, enquanto busca reunir votos dentro da Corte para evitar a abertura de uma investigação contra ele.
Acusação de motivação eleitoral
Moraes afirmou que o relatório da PF teria “motivação político eleitoral”. Segundo a análise, essa acusação encontra apoio em setores da esquerda, mas também poderia favorecer o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Flávio Bolsonaro tem utilizado o episódio para tentar associar Moraes ao presidente Lula em meio ao embate político e à disputa eleitoral de 2026.
Com informações de CNN Brasil
