A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) se manifestou nesta segunda-feira (21) em apoio ao ex-procurador e candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender os atos de campanha do candidato.
Em publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que Dallagnol seria “mais uma vítima dessa perseguição” e declarou apoio ao candidato. Na sequência, defendeu a possibilidade de impeachment de autoridades que, segundo ela, violem as leis. “Sou favorável ao impeachment de ministro violador da lei”, escreveu.
A manifestação ocorreu após decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, que determinou a suspensão da campanha de Dallagnol ao Senado pelo Paraná. A medida impede, entre outras ações, a participação do candidato em atos de campanha, a veiculação de propaganda eleitoral em rádio e televisão e o acesso a recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
A decisão é provisória e foi tomada enquanto o TSE analisa um recurso relacionado ao registro da candidatura. Antes da liminar, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro de Dallagnol por 4 votos a 3. Partidos e federações adversários contestaram a decisão no TSE.
Segundo o ministro Floriano de Azevedo Marques, havia indícios de que o TRE-PR teria contrariado entendimento anterior do próprio TSE sobre a situação jurídica de Dallagnol. O caso está relacionado à decisão de 2023 que cassou o mandato de deputado federal do ex-procurador e considerou irregular a sua exoneração antecipada do Ministério Público Federal no contexto de procedimentos disciplinares.
Dallagnol afirmou que pretende recorrer da decisão e questionou o fato de a medida ter sido tomada em um processo sigiloso. A defesa sustenta que o registro da candidatura permanece válido até uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.
Na publicação, Michelle também defendeu que o Senado tenha atuação voltada ao que classificou como restabelecimento da “ordem, segurança jurídica e equilíbrio entre os Poderes”. A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 e à discussão, entre grupos políticos, sobre decisões do Judiciário e os mecanismos de responsabilização de autoridades.
Até o momento, a suspensão da campanha de Dallagnol permanece como medida liminar, enquanto o TSE ainda deve analisar o recurso relacionado ao registro da candidatura.
