A expressão “espanta-rodinha”, usada pelo comentarista e advogado André Marsiglia para se referir ao ministro Alexandre de Moraes, viralizou nas redes sociais após o casamento de Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A cerimônia foi realizada no último sábado (26), na Casa Fasano, no bairro Cidade Jardim, em São Paulo.
Segundo a análise divulgada por Marsiglia, políticos teriam evitado comparecer ao casamento para não serem associados publicamente ao ministro em meio ao atual ambiente de pressão política e institucional envolvendo Moraes. A afirmação, porém, trata-se de uma interpretação de bastidores atribuída ao comentarista e não de uma informação oficialmente confirmada sobre as razões da ausência de eventuais convidados.
O casamento reuniu autoridades do Judiciário e do Ministério Público. Entre os presentes estavam os ministros do STF Gilmar Mendes e Flávio Dino, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A cerimônia ocorreu sob forte esquema de segurança. A rua de acesso à Casa Fasano foi interditada e a área próxima ao espaço ficou restrita aos convidados. Segundo o Poder360, a segurança foi coordenada pela Polícia Judicial.
O evento também aconteceu em meio às recentes discussões envolvendo Moraes e o caso Banco Master, que ampliaram a exposição pública do ministro. Reportagens sobre a cerimônia destacaram justamente o reforço da segurança e a presença de integrantes das principais instituições do sistema de Justiça.
A expressão utilizada por Marsiglia acabou sendo associada nas redes sociais à lista de autoridades presentes e ausentes, alimentando interpretações sobre possíveis movimentos de aproximação ou distanciamento político em relação ao ministro. Essas interpretações, contudo, não permitem concluir, por si só, que determinada pessoa tenha deixado de comparecer ao casamento especificamente para evitar contato com Moraes.
