A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, o maior patamar em cinco anos, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30). Em valores nominais, o estoque da dívida alcançou R$ 11,1 trilhões.
Na comparação com julho, a relação entre dívida e PIB aumentou 0,3 ponto percentual. No acumulado de 2026, a alta chegou a 4,2 pontos percentuais.
A DBGG considera os débitos do Governo Federal, incluindo o INSS, além das dívidas dos governos estaduais e municipais.
Em agosto, os juros nominais foram o principal fator de pressão sobre o indicador e acrescentaram 0,8 ponto percentual à relação entre dívida e PIB. A desvalorização cambial contribuiu com mais 0,1 ponto. Na direção oposta, o crescimento nominal do PIB reduziu a relação em 0,5 ponto percentual.
No acumulado do ano, os juros nominais adicionaram 6,5 pontos percentuais à relação dívida/PIB. As emissões líquidas de dívida contribuíram com outros 1,5 ponto. Já o crescimento nominal do PIB reduziu o indicador em 3,6 pontos, enquanto a valorização cambial teve impacto negativo de 0,2 ponto.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) também avançou. O indicador alcançou 69,3% do PIB em agosto, equivalente a R$ 9,2 trilhões. Houve alta de 0,1 ponto percentual no mês e de 4 pontos percentuais no acumulado de 2026.
Os números fazem parte das estatísticas fiscais divulgadas mensalmente pelo Banco Central e mostram a evolução do endividamento do setor público em relação ao tamanho da economia brasileira.
