A direita norte-americana encomendou uma nova pesquisa sobre o cenário eleitoral brasileiro ao instituto McLaughlin & Associates, que tem atuação próxima ao universo político de Donald Trump.
Segundo uma fonte com trânsito nos Estados Unidos, o levantamento foi realizado nesta semana e ouviu 2 mil brasileiros. Entre os objetivos está avaliar os possíveis efeitos políticos de uma eventual retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além da possibilidade de ampliação de sanções contra outras autoridades brasileiras.
A sondagem busca medir como uma eventual pressão adicional de Washington sobre integrantes do STF poderia afetar a disputa presidencial de 2026. A principal questão seria identificar se medidas mais duras dos Estados Unidos favoreceriam eleitoralmente o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a fonte, a pesquisa não será divulgada publicamente e terá circulação restrita, com os resultados destinados ao uso interno de setores da direita norte-americana.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Alexandre de Moraes. Nesta semana, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de documentos relacionados a uma investigação da Polícia Federal que reúne mensagens, contratos e outros registros envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo a fonte, o levantamento pretende justamente avaliar o impacto eleitoral desse cenário e dos desdobramentos relacionados ao ministro.
A pergunta central da pesquisa é: caso os Estados Unidos ampliem a pressão sobre Alexandre de Moraes, quem seria mais beneficiado eleitoralmente no Brasil — Flávio Bolsonaro ou Lula?
Com informações de Metrópoles.
